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Economia

Agência de risco rebaixa nota de crédito dos EUA

Fitch cita a ‘deterioração nos padrões de governança’

Os repetidos impasses do governo de Joe Biden podem acabar custando caro aos contribuintes norte-americanos | Foto: Adam Schultz/Flickr

A agência de risco Fitch rebaixou a classificação de crédito do governo dos Estados Unidos. A informação foi divulgada na terça-feira 1º.

O órgão destacou o aumento da dívida federal, estadual e dos municípios e uma “deterioração constante nos padrões de governança” nas últimas duas décadas para justificar a decisão.

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A classificação foi reduzida de um nível de AAA (a mais alta possível) para AA+. Apesar do rebaixamento, o novo patamar da economia dos EUA ainda está em grau de investimento.

A decisão da agência de risco mostra como os repetidos impasses do governo de Joe Biden sobre gastos e impostos podem acabar custando caro aos contribuintes norte-americanos.

A Fitch citou o agravamento das divisões políticas em torno dos gastos e da política tributária como um dos principais motivos de sua decisão.

A agência ainda explicou que a governança dos EUA diminuiu em relação a outros países com classificação alta e observou “impasses repetidos de limite de dívida e resoluções de última hora”.

Última vez foi em 2011

A classificação de crédito do governo dos EUA foi rebaixada pela agência Standard & Poor’s pela última vez em 2011, após um impasse sobre o teto da dívida semelhante ao que ocorreu neste ano.

As classificações de crédito reduzidas ao longo do tempo podem aumentar os custos de empréstimos para o governo dos EUA.

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O Government Accountability Office, em um relatório de 2012, estimou que o impasse orçamentário de 2011 elevou os custos de empréstimos do Tesouro em US$ 1,3 bilhão (por volta de R$ 6,3 bilhões) naquele ano.

Economia dos EUA à beira da recessão

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden | Foto: Adam Schultz/Flickr

Outro fator que pesou na decisão da Fitch é a projeção de que a economia dos EUA entre em uma “recessão leve” nos últimos três meses deste ano e no início de 2024.

Economistas do Federal Reserve fizeram uma previsão semelhante em junho, mas a reverteram no mês passado e disseram que o crescimento diminuiria, mas uma recessão provavelmente seria evitada.

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“Discordo veementemente da decisão da Fitch Ratings”, disse a secretária do Tesouro, Janet Yellen, em comunicado. “A mudança anunciada é arbitrária e baseada em dados desatualizados.”

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2 comentários
  1. Christian
    Christian

    Alguém ainda acredita nestas agências de risco e das empresas de auditoria ?

  2. Edson TC
    Edson TC

    Fiquei muito feliz com a noticia por começar a botar agua no chopp do Biden. Por outro lado é difícil acreditar nestas agencias de risco depois que melhoraram a nota do Brasil com o molusco no governo… Nada técnico… tudo interesses.

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