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Economia

Agência de classificação de risco rebaixa Gol e mostra preocupação com calote

A avaliação passou de 'CCC+' para 'CCC-', significando 'risco substancial' de não pagamento aos fornecedores e investidores

Gol Fintch - risco calote
Os vencimentos das dívidas de curto prazo da companhia aérea brasileira totalizaram R$ 2,9 bilhões em setembro de 2023 | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A agência norte-americana de classificação de risco Fitch Rating rebaixou as avaliações da Gol Linhas Aéreas Inteligentes de “CCC+” para “CCC-“, o que significa “risco substancial” de calote por parte da companhia aérea brasileira.

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Segundo a agência, o rebaixamento se dá diante dos riscos crescentes a partir da reestruturação da dívida da companhia.

O risco é resultado dos contínuos refinanciamentos, pressão no fluxo de caixa operacional devido aos arrendamentos correntes e a fraca posição de liquidez de uma empresa.

No relatório sobre a Gol, a Fitch afirma que a avaliação “incorpora o recente anúncio da empresa de contratar um consultor financeiro para revisar sua estrutura de capital”.

Na última sexta-feira, 1º, a Gol anunciou a contratação de consultoria visando auxiliar uma revisão mais generalizada de sua estrutura de capital. A contração foi com uma das principais consultorias financeiras globais do setor de aviação: a Seabury Capital.

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“O aumento nos pagamentos de arrendamentos depois de suas reduções/adiamentos durante a pandemia, além das elevadas taxas de juros têm pressionado a geração de caixa da empresa”, afirmou a Fitch. “Diferentemente de outros players da região, a Gol ainda não concluiu a renegociação completa de suas obrigações de arrendamento.”

Vencimentos de curto prazo da Gol totalizou R$ 2,9 bi em setembro — e que deixaram a Fitch em alerta

Gol
O cenário de fortes fluxos de tráfego de passageiros melhorou a perspectiva para a geração de fluxo de caixa | Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Os vencimentos das dívidas de curto prazo da Gol totalizaram R$ 2,9 bilhões em setembro de 2023. Desse valor, R$ 1,8 bilhão são somente de obrigações de arrendamento, enquanto R$ 1,1 bilhão são de dívidas financeiras da empresa.

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O caixa da companhia aérea, segundo o que enquadraria a definição de “caixa disponível” pela Fintch, foi de R$ 905 milhões. A agência espera que o ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) atinja R$ 4,4 bilhões em 2023 ante R$ 2,9 bi de 2022.

Os fortes fluxos de tráfego de passageiros, eliminação dos impostos PIS/Cofins e menores preços de combustíveis melhoraram a perspectiva para a geração de fluxo de caixa da Gol, segundo a agência.


Gabriel Dias é estagiário da Revista Oeste em São Paulo. Sob supervisão de Anderson Scardoelli.

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1 comentário
  1. Ricardo
    Ricardo

    CCC-? Caramba! Se fosse uma empresa de ônibus já seria muito preocupante!

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