O grupo espanhol Aena venceu o leilão de repactuação do Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro. A empresa apresentou lance de R$ 2,9 bilhões e superou as propostas da atual concessionária RioGaleão e da Zurich Airport. O certame ocorreu nesta segunda-feira, 30, na sede da B3, em São Paulo.
Com a vitória, a Aena passa a operar dois dos principais aeroportos do país. A empresa já administra o Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, onde conduz obras de modernização e ampliação.
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A disputa avançou para o viva-voz e reuniu 26 lances. O grupo iniciou com proposta de R$ 1,5 bilhão, empatada com a Zurich Airport. Durante a rodada final, elevou a oferta até R$ 2,9 bilhões, com ágio de 210,88%. A Zurich encerrou a disputa com lance de R$ 2,8 bilhões.
A RioGaleão apresentou a menor proposta inicial, de R$ 934 milhões, e chegou a elevar o valor para R$ 1,88 bilhão. O edital fixou o lance mínimo em R$ 932 milhões.
O contrato prevê contribuição variável de 20% sobre o faturamento bruto da concessionária até 2039. O acordo também determina a saída da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) da administração até março de 2026.
Atualmente, a União detém 49% da RioGaleão por meio da Infraero. O restante pertence à Vinci e à Changi. A Vinci passou a integrar a concessão em outubro de 2025, ao adquirir 70% da participação da acionista original.
Governo aposta em repactuação para manter concessões
A concessão do Galeão teve início em 2013. Um consórcio formado por Changi e Odebrecht venceu o leilão, com oferta de R$ 19 bilhões e ágio próximo de 300%.
Quatro anos depois, a Odebrecht vendeu sua participação. A decisão ocorreu em meio aos desdobramentos da Operação Lava Jato.
Em 2022, a Changi manifestou intenção de devolver a concessão. A empresa indicou frustração de demanda e impactos da pandemia de covid-19. Posteriormente, recuou da decisão.
O governo federal adotou medidas para aumentar o fluxo de passageiros no Galeão. Entre elas, restringiu voos no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, e redirecionou operações para o terminal internacional.
O aeroporto registrou recorde em 2025, com 17,8 milhões de passageiros. O número representa alta de 125% em relação a 2023.
TCU aprovou solução consensual para novo leilão
O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou, em junho de 2025, a repactuação por meio do modelo de venda assistida. O processo resultou de solução consensual homologada pela Corte.
Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, o acordo reequilibrou economicamente o contrato e alinhou cláusulas aos modelos mais recentes do setor.
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O Aeroporto Internacional de Brasília deve passar por processo semelhante. O TCU analisará o caso nesta quarta-feira, 1º de abril. A concessão é administrada pela Inframerica S.A., que enfrenta dificuldades operacionais desde a crise econômica e os efeitos da pandemia.





































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