No Brasil, os veículos da BYD ganham cada vez mais espaço nas ruas. Fora do país, porém, o gigante chinês dos carros elétricos não obteve o mesmo resultado. Resultado: o lucro despencou quase 30% no primeiro trimestre e levou o valor das ações pelo mesmo caminho.
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Ao longo do segundo trimestre de 2025, a montadora lucrou US$ 894 milhões. São US$ 400 milhões a menos em comparação com o mesmo período de 2024, quando o resultado fechou em US$ 1,3 bilhão.
É a primeira queda no caixa da companhia em três anos. O tombo acontece depois que a empresa não conseguiu fazer frente às suas próprias previsões.
A BYD estabeleceu a meta de vender 5,5 milhões em 2025. Mas as vendas dos primeiros meses do ano chegaram a 2,5 milhões de unidades, o que corresponde a 45% do objetivo estipulado. Além disso, a marca reduziu a produção no início do segundo semestre.
Em agosto, por exemplo, a empresa fabricou 353 mil veículos, entre modelos elétricos e híbridos plug-in. É uma queda de quase 4% sobre o mesmo intervalo do ano anterior. Em meio aos maus resultados, as ações da montadora na Bolsa de Hong Kong caíram quase 14%.
BYD no Brasil
Ao longo do primeiro semestre de 2025, a BYD vendeu quase 57 mil carros no Brasil. O número corresponde a um aumento de 47% sobre o mesmo intervalo em 2024. Com o resultado, a montadora se consolidou como a oitava marca de carros mais vendida do país. Ela deixou para trás gigantes do setor, como Renault (52 mil) e Nissan (37 mil).
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