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Economia

À espera de acordo com os EUA, exportadores brasileiros estudam soluções

Possível aumento de tarifas faz empresas cogitarem mudança para outros países

Porto de Santos, no litoral de São Paulo: enquanto o governo petista critica Trump, empresas já estudam a abertura de escritórios em outros países | Foto: Divulgação
Porto de Santos, no litoral de São Paulo: enquanto o governo petista critica Trump, empresas já estudam a abertura de escritórios em outros países | Foto: Divulgação

Empresas brasileiras que exportam para os Estados Unidos (EUA) esperam que o governo brasileiro saia apenas das críticas e avance principalmente nas negociações com o governo do presidente Donald Trump para reduzir tarifas. Contudo, em meio ao impasse, algumas companhias já começam a buscar caminhos para contornar obstáculos impostos pelas mudanças.

Negócios de pequeno, médio e grande porte dizem já sentir os impactos da mudança tarifária imposta pelos EUA. Novas alíquotas estão em vigor desde a última segunda-feira, 7, a qualquer produto brasileiro que ingresse na aduana norte-americana, exceto petróleo e derivados.

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EUA: oportunidade de mudanças

Uma alternativa que passará a ser considerada por grandes empresas, diz Pedro Brites, professor de relações internacionais na Fundação Getulio Vargas, é abrir novos escritórios regionais pelo mundo. Em entrevista ao site UOL, o docente explicou que o momento é oportuno para esse tipo de movimento.

Leia também: “As tarifas de Trump”, artigo de Rodrigo Constantino publicado na Edição 263 da Revista Oeste

“É interessante para empresas exportadoras de carne, por exemplo, aproveitar o momento para se instalar em novos mercados. A necessidade de diversificação deixa a empresa menos vulnerável a mudanças futuras, inclusive novos possíveis anúncios por parte do governo Trump”.

Pequenas e médias empresas exportadoras tendem a ser as mais afetadas com as alterações na política tributária. Conforme o especialista, essas companhias devem se articular com ajuda de associações de classe e agências de fomento, como a Agência Brasileira de Promoção de Exportações.

Associações, empresas e governo têm se dedicado a negociações. O presidente-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), José Velloso, disse que tem ocorrido uma boa interlocução entre setores, associações e governo federal. “O governo está correto em negociar à exaustão antes de tomar qualquer medida de retaliações. Estamos em um período de observação”, disse.

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