Uma nova marca de celulares poderá ser encontrada no mercado brasileiro a partir da segunda-feira 26: a Oppo, empresa chinesa que venderá o smartphone Reno 7. Quinta maior do mundo em vendas de celulares, atrás da sul-coreana Samsung, da norte-americana Apple e das chinesas Xiaomi e Vivo, a Oppo trabalha com a possibilidade de fabricar aparelhos em solo brasileiro, segundo afirmou o presidente-executivo no Brasil, Jim Zhang, em entrevista ao portal G1.
Agora, a empresa aposta na parceria com um representante local, já que a distribuição dos celulares será feita pela empresa Usina de Vendas. As vendas serão feitas apenas no site da Amazon e em lojas físicas da operadora Vivo. A equipe da Oppo cuidará principalmente do marketing.
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A Oppo, que planeja o lançamento de três celulares e um fone de ouvido no Brasil, vai estrear no país com o Reno 7. Com preço sugerido de R$ 2.999, o smartphone faz parte de uma linha que vendeu 60 milhões de unidades em todo o mundo desde seu lançamento, em 2019, segundo a empresa.
O dispositivo tem câmera de selfie com 32 megapixels e câmera traseira tripla com sensor principal de 64 megapixels. Ele conta com tela de 6,4 polegadas, bateria de 4.500 mAh, 6 GB de RAM e 128 GB de armazenamento.
Fábrica no Brasil
A possibilidade de fabricar aqui os celulares se deve aos elevados impostos incidentes na importação, disse Zhang ao G1. Mas, antes disso, a empresa, fundada em 2004, pretende conhecer o contexto brasileiro, aonde chegou neste ano. Em países da América Latina, a Oppo já está operando há três anos.
De acordo com a consultoria IDC, a chinesa vendeu 24,7 milhões de aparelhos no segundo trimestre de 2022, o que representa 8,6% do mercado global, fixando-se em quinto lugar de vendas.
Na quarta posição, está a chinesa Vivo, que, assim como a Oppo, também pertence ao grupo BBK Electronics. Esse conglomerado é dono da marca de celulares Realme, presente no Brasil desde 2021. Segundo Zhang, as três marcas compartilham alguns acionistas, mas são empresas que operam de forma independente.
Por ser o quarto maior mercado de smartphones no mundo, a empresa considera o Brasil estratégico para suas operações e diz ter efetuado um planejamento antes de aportar por aqui.
De olho no mercado
Apesar do otimismo com o novo mercado, a Oppo tem preocupação com o cenário global, já que as vendas de smartphones caíram 8,7% no segundo trimestre de 2022 em todo o mundo, segundo a IDC. A Oppo vendeu nesse período 24,6% menos unidades do que no mesmo intervalo de 2021.
No Brasil, segundo a consultoria, a previsão é de queda de 5% nas vendas de celular neste ano. Para 2023, a expectativa é de um crescimento entre 3% e 4%, considerado tímido.
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