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Curiosidades

Morre Angela Ro Ro, ícone da música brasileira, aos 75 anos

Internada desde julho, cantora não resistiu ao sofrer uma parada cardíaca, depois de um procedimento cirúrgico

Angela Ro Ro, no 26° Prêmio da Música Brasileira, no Theatro Municipal, no centro do Rio de Janeiro
Angela Ro Ro, no 26° Prêmio da Música Brasileira, no Theatro Municipal, no centro do Rio de Janeiro | Foto: Roberto Filho/Divulgacão

Uma das vozes mais marcantes da música brasileira, Angela Ro Ro morreu, nesta segunda-feira, 8, aos 75 anos, ao sofrer uma parada cardíaca depois de um procedimento cirúrgico.

Internada desde julho, ela havia passado recentemente por uma traqueostomia. A confirmação da morte partiu de Laninha Braga, ex-namorada que acompanhava a artista, e do produtor Paulinho Lima, amigo próximo.

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A cantora, que enfrentava dificuldades financeiras em razão da saúde fragilizada, utilizou as redes sociais anteriormente para pedir auxílio. “Sem perspectiva de alta ou cura para trabalhar, humildemente peço ajuda a vocês”, declarou.

Angela Ro Ro nasceu no Rio de Janeiro em 5 de dezembro de 1949 e ficou conhecida pelo apelido por causa do timbre rouco de sua voz.

Início da carreira e influência internacional

Durante os anos 1970, Angela deu início à carreira musical depois de conhecer Glauber Rocha, durante viagem à Itália. Em seguida, mudou-se para Londres, na Inglaterra, onde trabalhou em diferentes funções, como faxineira e garçonete, e realizou shows em pubs. Por indicação de Rocha, participou do álbum Transa, de Caetano Veloso, em 1971, tocando gaita na faixa “Nostalgia (That’s What Rock’n Roll Is All About)“.

Ao retornar ao Brasil, Angela Ro Ro passou a se apresentar em casas noturnas e assinou contrato com a gravadora Polygram/Polydor, atualmente Universal Music. Em 1979, lançou o álbum de estreia com músicas autorais, incluindo sucessos como Gota de Sangue, Balada da Arrasada, Agito e Uso, Tola Foi Você e Amor, Meu Grande Amor.

Angela Ro Ro e a música brasileira

Nos anos 1980, lançou os discos Só Nos Resta Viver e Escândalo!, este último com a faixa-título de Caetano Veloso. No auge, gravou A Vida É Mesmo Assim e Eu Desatino. Na década de 1990, lançou apenas Ao Vivo — Nosso Amor ao Armagedon. Já em 2000, depois de abandonar vícios e adotar hábitos saudáveis, voltou às rádios com Acertei no Milênio.

Leia também: “70, os novos 50”, reportagem de Dagomir Marquezi publicada na Edição 284 da Revista Oeste

Entre 2004 e 2005, Angela apresentou o talk-show Escândalo, no Canal Brasil. No ano seguinte, gravou Compasso e realizou um show ao vivo no Circo Voador. Nos anos 2010, lançou Feliz da Vida! e recebeu homenagem com o tributo Coitadinha Bem Feito: As Canções de Angela Ro Ro. Seu último disco, Selvagem, saiu em 2017.

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