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Infecção causada por roer unhas leva jovem a cirurgia no coração

Vício gerou proliferação de bactéria no organismo e resultou em AVC

Unha
Médicos foram obrigados a realizarem uma cirurgia para substituir a válvula afetada por uma prótese | Foto: Reprodução/Flickr

O influenciador espanhol Mario Colomina revelou ter enfrentado uma infecção grave causada pelo hábito de roer unhas. Segundo ele, bactérias do tipo Staphylococcus aureus se instalaram na válvula mitral do coração e desencadearam uma série de complicações graves em seu organismo.

O caso ganhou repercussão nas redes sociais depois de Mario publicar um alerta para seus seguidores. A infecção teria ocorrido há cerca de dez anos, mas só agora veio a público.

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A contaminação se agravou a cada batida do coração, espalhando a bactéria pelo corpo. Mario relatou ter enfrentado febre alta, vômitos, tremores e a perda momentânea dos movimentos da perna esquerda. Inicialmente, ele acreditava estar com gripe.

“Eu peguei a bactéria através das minhas unhas encravadas”, disse Mario. “Há uma bactéria lá que se infiltrou na minha pele e se alojou na válvula mitral do meu coração. Como resultado, toda vez que meu sangue bombeava, ela se espalhava por todo o meu corpo.”

Além disso, exames clínicos revelaram embolias no cérebro, nos rins e no baço. A gravidade da situação obrigou os médicos a realizarem uma cirurgia para substituir a válvula afetada por uma prótese.

Apesar da experiência traumática, Mario admite que não consegue abandonar completamente o vício de roer as unhas.

“Já tentei de tudo: picante, amargo, qualquer tipo de produto, mas ainda continuo mordendo”, destaca o influenciador. “Sou uma pessoa muito nervoso e muitas vezes não percebo isso.”

Staphylococcus pode provocar infecções potencialmente graves

Os Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos alertam que a bactéria Staphylococcus aureus provoca infecções potencialmente graves, capazes de atingir pessoas em diferentes contextos, como casas e hospitais.

+ Leia também: “Cega, surda e sem movimentos: mulher relata sequelas depois de colocar silicone”

Ao mesmo tempo, o Hospital Israelita Albert Einstein revela que a bactéria está presente nas fossas nasais de 20% a 30% da população e em colônias formadas na pele. Em determinadas circunstâncias, médicos utilizam antibióticos para combater o germe.

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