Musa do cinema italiano, a atriz Claudia Cardinale morreu, aos 87 anos. A informação foi confirmada por seu agente, Laurent Savry, nesta terça-feira, 23. Nascida na Tunísia, ela era filha de sicilianos e iniciou sua carreira em 1958, como coadjuvante em Os Eternos Desconhecidos.
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Ativa até 2022, destacou-se por sua participação em clássicos como Era uma Vez no Oeste, Oito e Meio e Fitzcarraldo. Seus papéis, especialmente entre as décadas de 1960 e 1970, a colocaram como musa de diretores como Sergio Leone e Federico Fellini.
“Ela deixa o legado de uma pessoa livre e inspirada, tanto como mulher quanto como artista”, declarou Savry à agência AFP.
Relembre o principal filme de Claudia Cardinale
Ao longo de sua carreira, a atriz recebeu uma série de prêmios, como o Leão de Ouro de honra em 1993. Ao lado de Henry Fonda e Charles Bronson, ela marcou o cinema como a personagem Jill McBain, de Era uma Vez no Oeste. Cardinale encarnou uma mulher que sonhava em começar de novo no Oeste, depois de se casar com um fazendeiro. Ao chegar ao novo lar, porém, descobre que sua nova família foi assassinada por homens a serviço de um poderoso empresário do setor ferroviário.
A partir daí, Jill se torna peça-chave da narrativa, herdando as terras do marido e enfrentando a ganância e a violência em um ambiente implacável.
Diferentemente das mulheres dos faroestes tradicionais, geralmente relegadas a papéis secundários, Jill ganha protagonismo e se torna o elo entre os personagens vividos por Bronson e Fonda. Claudia Cardinale emprestou humanidade e firmeza à trama, representando a mulher que se envolve na luta.
Disponível em plataformas como Telecine, Netmovies e YouTube, o filme é um clássico do gênero spaghetti western. Ele renovou o formato do faroeste norte-americano ao trazer histórias mais duras, realistas e moralmente ambíguas, produzidas principalmente na Itália nas décadas de 1960 e 1970.
Filmes como os de Sergio Leone, com trilhas inconfundíveis de Ennio Morricone, mostraram heróis imperfeitos, vilões carismáticos e um Oeste mais próximo da selvageria realista do que da lenda romantizada de Hollywood.
Essa mudança de perspectiva marcou o cinema e deixou herança em diretores contemporâneos, especialmente no norte-americano Quentin Tarantino. Em seu filme Era uma Vez em… Hollywood, por exemplo, homenageia diretamente o gênero e o impacto dos faroestes na cultura norte-americana.
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Que descanse em paz. Claudia Cardinale fazia sucesso para aqueles da minha geração. Sua participação no filme “Era uma vez no oeste” foi realmente marcante.