Ricardo Confessori abriu um novo ciclo na própria carreira com Magic Sprouts of Hope, lançada na sexta-feira, 28. É a sexta faixa do projeto que leva seu nome e marca a fase mais independente do baterista, que já passou por grupos como Angra e Shaman. Em entrevista a Oeste, ele classifica o momento como “uma virada necessária” para criar com liberdade. “Queria um projeto no qual eu pudesse ser eu mesmo”, conta.
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Ele afirma que, em bandas, enfrentava um ambiente em que havia cobranças sobre postura e crenças. “Sempre aparecia alguém dizendo como eu deveria agir ou no que eu deveria acreditar”, afirma. No novo formato, Confessori diz que cada música expressa suas ideias e a estética que quer resgatar no gênero.
“Viemos para seguir essa filosofia mais raiz”, diz Confessori
Divulgada no YouTube, Magic Sprouts of Hope traz Daniel Pinho nos vocais e Thiago Larenttes nas guitarras. Há, além disso, um solo de teclado de João Nogueira da Silva Neto, popularmente conhecido como Rasta, apresentador da Brasil Paralelo. Confessori afirma que escolhe parceiros que compartilham de sua visão. “Minha ideia é poder ser autêntico, já que aqui, no Brasil, a predominância era dos valores progressistas”, diz. “Descobri que isso aí não se aplicava a mim, graças a Deus.”
O baterista cita referências clássicas do heavy metal, como Black Sabbath, Iron Maiden e Metallica, para explicar a postura que pretende resgatar. Ele lembra que a atitude dos roqueiros sempre foi incisiva. “Os caras entravam chutando a porta”, afirma. Para ele, essa herança está ligada a uma pegada mais conservadora dentro do gênero. “Nós, como caras do rock and roll, viemos para seguir essa filosofia mais raiz.”
Apesar das participações, Confessori conduz todo o processo criativo. “Monto a base, gravo guitarra, bateria e escrevo a linha de voz”, explica. Ele também escolhe convidados de acordo com o tema das músicas. A cantora Mizuho Lin participou de The Shredder, por causa da relação da faixa com o universo do mangá Samurai X.
Conservadorismo não atrapalhou a carreira do baterista
Defensor dos manifestantes do 8 de janeiro de 2023 e contrário aos músicos “blue pill“, termo que designa pessoas que decidem viver na ignorância, Confessori se afastou de algumas pessoas por seus posicionamentos. Contudo, sua carreira na música não foi afetada negativamente.
“Hoje eu empreendo mais do que antes. Tudo passa por mim: clipes, gravações, administração”, diz o baterista. O músico afirma que, somente neste ano, realizou mais de 35 eventos, entre workshops, masterclasses e shows. Além disso, Confessori avança para a etapa final de seu primeiro álbum solo.
O músico pretende estrear o show do projeto em 2026 e quer fechar um repertório de dez músicas. “Quero subir no palco com a identidade bem clara”, avisa. “Agora, eu posso ser quem sou, 100% de boa.” Nas apresentações futuras, ele não tocará as músicas do Angra nem do Shaman.
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Que boa notícia! Talvez eu volte a assistir show de rock brasileiro :o)