A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas divulgou, nesta quinta-feira, 22, os indicados ao Oscar 2026, consolidando um ano de triunfo absoluto para a Warner Bros. O estúdio conquistou 30 indicações, igualando seu recorde histórico de 2005. O grande protagonista do anúncio foi o filme Pecadores, que recebeu 16 indicações — superando a marca anterior de 14 nomeações que pertencia a Titanic, A Malvada e La La Land.
+ Leia mais notícias de Cultura em Oeste
Receba nossas atualizações
Logo atrás, o épico Uma Batalha Após a Outra, de Paul Thomas Anderson, garantiu 13 indicações, tornando-se a segunda produção mais lembrada do dia. O sucesso representa uma validação para os chefes de cinema Michael De Luca e Pamela Abdy, que enfrentaram críticas no início de 2025. O CEO da Warner Bros. Discovery, David Zaslav, celebrou o momento como uma confirmação da estratégia de acreditar na experiência teatral e em histórias originais.
Reviravoltas no mercado e a força dos estúdios independentes
O anúncio ocorre em um momento de incerteza corporativa, com negociações para a venda da Warner Bros. para a Netflix ou uma possível aquisição hostil pela Paramount. O excelente desempenho dos filmes da Warner aumenta o valor dos ativos do estúdio em meio a essas disputas. A Netflix, por sua vez, garantiu 16 indicações totais, impulsionada por Frankenstein, de Guillermo del Toro, que recebeu nove nomeações.
Leia mais:
A distribuidora Neon vive seu momento mais glorioso ao conquistar um recorde de 18 indicações com seu catálogo de 2025. A empresa é a casa do brasileiro O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, e de Valor Sentimental, de Joachim Trier. A A24 também manteve sua relevância com 11 indicações ao Oscar, destacando-se com Marty Supreme, protagonizado por Timothée Chalamet.
Decepções para Disney e Universal no Oscar
A maior surpresa da lista foi a ausência de grandes sucessos de público nas categorias principais. Pela primeira vez na história da franquia, um filme de James Cameron, Avatar: Fogo e Cinzas, ficou fora da categoria de Melhor Filme, recebendo apenas duas indicações técnicas. A Disney, no entanto, conseguiu emplacar Zootopia 2 e Elio na disputa de Melhor Animação.
A Universal Pictures também sofreu um revés considerável. Wicked: Parte II, a segunda parte do musical de Jon M. Chu, foi completamente ignorado pela Academia. No ano passado, a primeira parte da produção havia liderado as indicações do estúdio. A redenção da Universal veio por meio de sua divisão de prestígio, a Focus Features, que somou 13 indicações com títulos como Hamnet e Bugonia.
Ranking de Indicações por Distribuidora em 2026
- Warner Bros.: 30 (Pecadores, Uma Batalha Após a Outra e Armas);
- Neon: 18 (Valor Sentimental, O Agente Secreto e Foi Apenas um Acidente);
- Netflix: 16 (Frankenstein, Guerreiras do K-Pop e Sonhos de Trem);
- Focus Features: 13 (Hamnet, Bugonia e Canção Cantada de Azul);
- A24: 11 (Marty Supreme e A Máquina de Esmagar);
- Apple: 6 (F1 e O Ônibus Perdido); e
- Walt Disney: 4 (Avatar: Fogo e Cinzas, Zootopia 2 e Elio).
Leia também: “Trinca de canastrões”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 305 da Revista Oeste









































Os Bolsonaristas não vão criticar o filme “Pecadores”? Ah é, eles não entendem que o filme é uma crítica ao neoliberalismo.