Quando foi lançado em 1979, o filme Alien – o Oitavo Passageiro levou a combinação de terror com ficção científica a um novo patamar. O conceito de alienígenas biológicos criado pelo roteirista Dan O’Bannon e a direção futurista e claustrofóbica de Ridley Scott mudaram as regras do jogo. Sete longas foram produzidos.
Chegou o momento do monstro chegar à TV. A série Alien: Earth, lançada esta semana, impressiona pelo gigantismo da produção. Foi criado pelo cineasta Noah Hawley, que apareceu para o mundo com a modesta série Fargo. A responsabilidade aqui é imensa. Ele tem que reinventar um universo fictício que frequentamos há 46 anos.
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A série é passada no ano de 2120, antes portanto do primeiro filme. (É estranho que naves tão avançadas usem computadores que parecem da década de 1980). Alien: Earth mostra um mundo dominado por grandes corporações, os grandes vilões do momento. O grande vilão é o repulsivo Boy Kavalier (Samuel Blenkin) o “trilionário” proprietário de uma dessas corporações. Ele cria seres humanos híbridos de humanos com inteligência artificial só para ter alguém à sua altura de inteligência para conversar.

O ponto central da trama é Wendy (Sydney Chandler), um desses seres híbridos com imensa capacidade cerebral e ao mesmo tempo a carinhosa protetora do irmão Hermit (Alex Lawther). Com outros híbridos, formam os “lost boys”, uma referência explícita à história de Peter Pan.
A história começa quando uma nave de pesquisa de vidas extra-terrestres (a Maginot) volta à Terra, sofre um acidente e se arrebenta no centro da cidade de Prodigy City. A nave transporta o conhecido monstro original, gosmento e de mandíbula retrátil. Mas, para complicar as coisas, a Maginot transporta outros quatro seres alienígenas, todos igualmente assustadores e letais. As malignas corporações querem lucrar com eles.
Os dois primeiros episódios já estão no ar pela Disney+. Fique avisado: é materia prima para pesadelos.
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