Super Mario Galaxy: o Filme, da Illumination e da Universal, confirma sua força nas salas de cinema ao ultrapassar US$ 300 milhões somente nos Estados Unidos e no Canadá. Ele é o primeiro lançamento de Hollywood no ano a cruzar essa marca no mercado doméstico norte-americano. No segundo fim de semana, o filme arrecadou US$ 69 milhões na América do Norte, uma queda de 48% em relação à semana anterior.
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No mercado internacional, o longa somou outros US$ 84 milhões em 88 territórios, chegando a US$ 321,1 milhões no exterior. Com isso, a produção atinge US$ 628,8 milhões no total mundial, consolidando-se como o título de Hollywood com maior bilheteria no ano até este momento.
Devoradores de Estrelas ultrapassa a marca de US$ 500 milhões globais
Em seu quarto fim de semana em cartaz, Devoradores de Estrelas — adaptação da Amazon MGM do romance de Andy Weir sobre um professor de ciências que acorda sozinho numa nave a anos-luz da Terra — segue firme nas salas. O filme arrecadou US$ 24,5 milhões na América do Norte no período, uma queda de 33%, levando seu total doméstico a US$ 256,7 milhões.
No exterior, somou mais US$ 30,6 milhões, com acumulado externo de US$ 254 milhões e total mundial de US$ 510,6 milhões. A produção protagonizada por Ryan Gosling custou US$ 195 milhões — um investimento que gerou ceticismo inicial, mas que se revelou certeiro diante dos resultados. A Amazon MGM agora se posiciona como um dos grandes estúdios de Hollywood com o desempenho do filme.
2026 segue bem à frente de 2025 nas bilheterias norte-americanas
Os dois filmes ajudaram a empurrar a receita doméstica de 2026 a US$ 2,113 bilhões até 8 de abril — crescimento de 23,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. Segundo a Comscore, trata-se do melhor desempenho para esse trecho do ano desde o período pré-pandemia.
O fim de semana de 10 a 12 de abril registrou queda em relação ao mesmo período de 2025 por conta de uma comparação difícil com Uma Aventura Minecraft, mas o acumulado anual permanece mais de 23% acima. Ainda assim, a indústria segue distante dos patamares anteriores à pandemia. Em 2019, a bilheteria norte-americana já havia superado US$ 2,6 bilhões nesse mesmo ponto do calendário, encerrando o ano em US$ 11,4 bilhões.
O Drama, Hoppers e outros destaques do fim de semana
O Drama, da A24, com Zendaya e Robert Pattinson no papel de um casal às vésperas do casamento que vê o relacionamento entrar em colapso depois de uma revelação do passado, manteve uma queda controlada de 21%, arrecadando US$ 8,6 milhões e levando seu total doméstico a US$ 31 milhões. Globalmente, o longa já passa de US$ 65 milhões — resultado impulsionado pelo boca a boca do público.
Em quinto lugar, Hoppers, da Pixar e Disney, cruzou a marca de US$ 350 milhões mundiais, com US$ 157,1 milhões na América do Norte e US$ 197,3 milhões no exterior. O filme — sobre uma garota que desenvolve a tecnologia para se comunicar com animais — é agora o original de animação com maior bilheteria doméstica da Pixar desde 2017.
CinemaCon e o debate sobre a recuperação do setor
O analista-chefe de bilheteria da Comscore, Paul Dergarabedian, fez um alerta sobre as comparações com o período anterior à pandemia. “Fazer comparações com 2019 e a era pré-pandemia precisa ser encarado com reservas, dado que a bilheteria precisou voltar do zero”, afirmou. Para ele, o principal desafio da indústria segue sendo manter um calendário robusto de lançamentos em ritmo constante.
O setor chega ao CinemaCon — evento anual que reúne operadores de salas em Las Vegas — com um cenário positivo. Ao longo da semana, os estúdios apresentam suas apostas para o verão norte-americano, com Devoradores de Estrelas funcionando como um dos exemplos mais concretos de que a Amazon MGM consolida seu lugar entre os grandes do mercado.
Paralelamente, o setor monitora de perto as movimentações de David Ellison, da Skydance, em torno da aquisição da Warner Bros. Discovery — o que poderia reduzir o número de grandes estúdios para apenas quatro.






































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