As boas notícias continuam a chegar para a Paramount Pictures. O tão aguardado Pânico 7 superou todas as expectativas da indústria e dominou com facilidade as bilheterias em seu fim de semana de estreia.
A coprodução da Spyglass Media alcançou a expressiva marca de US$ 64,1 milhões no mercado norte-americano e US$ 33,1 milhões no exterior. O montante global de US$ 97,2 milhões representa o maior lançamento de toda a história da franquia do assassino Ghostface e a melhor estreia de terror no mês de fevereiro.
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O sucesso estrondoso chega em um momento de profunda e dramática transformação nos bastidores de Hollywood. Os excelentes números de arrecadação coincidem com o avanço das negociações da Skydance Media, de David Ellison e atual controladora da Paramount, para a compra da Warner.
A iminente fusão bilionária, que ganhou tração depois da Netflix abandonar as tratativas, promete reestruturar o mercado e reduzir o número de grandes estúdios tradicionais de cinco para apenas quatro.
O apelo ao público jovem e estatísticas demográficas
Os dados demográficos compilados durante o fim de semana de estreia comprovam a força inabalável da marca entre as novas gerações. O público que lotou as salas de cinema foi notavelmente diversificado, apresentando uma divisão bastante equilibrada entre espectadores do sexo masculino e feminino.
Os jovens da geração Z e os millennials compareceram em peso: a faixa etária compreendida entre 18 e 34 anos formou a absoluta maioria dos compradores de ingressos em todo o país.
Apesar da baixa recepção da crítica especializada (com amargos 33% de aprovação no agregador Rotten Tomatoes), a resposta do público geral ficou em sólidos 78%. Isso garantiu ao filme a nota B- no CinemaScore — uma avaliação considerada bastante alta para produções de terror. O formato Imax também foi um impulsionador decisivo, respondendo sozinho por 9% do faturamento total da bilheteria.
A volta dos veteranos e saídas polêmicas em Pânico 7
O grande trunfo comercial de Pânico 7 foi resgatar as figuras mais emblemáticas da saga original. O diretor Kevin Williamson, roteirista do clássico de 1996 e de diversas sequências, assumiu o comando da produção. A trama inédita acompanha o retorno da protagonista a uma pequena cidade ao lado de sua filha, Tatum — interpretada pela atriz Isabel May.
O projeto apostou alto na nostalgia e trouxe nomes de peso como Courteney Cox (Gale Weathers), David Arquette (Dewey Riley) e Matthew Lillard (Stu Macher). O estúdio, no entanto, precisou reescrever a nova fase da franquia sem as estrelas dos dois filmes anteriores.
O estúdio demitiu a atriz Melissa Barrera depois que ela publicou nas redes sociais sobre a guerra entre Israel e o grupo terrorista Hamas, o que desencadeou uma crise nos bastidores. Isso também resultou na saída voluntária de Jenna Ortega e do diretor que estava originalmente atrelado ao projeto, Christopher Landon.
O desempenho das demais estreias
Enquanto o terror reinava absoluto, produções de outros gêneros mantiveram uma arrecadação consistente. A animação GOAT, da Sony, garantiu a segunda colocação com US$ 12 milhões, elevando sua bilheteria global para a marca de US$ 130,5 milhões.
Em terceiro lugar, o sucesso contínuo de O Morro dos Ventos Uivantes (Wuthering Heights), da Warner, arrecadou US$ 6,9 milhões nos Estados Unidos e agora se aproxima rapidamente da barreira dos US$ 200 milhões mundialmente.
O Top 5 norte-americano foi completado por duas produções documentais ligadas à música. O longa sobre a banda Twenty One Pilots, intitulado I Can’t Believe This is My Life, assumiu o quarto lugar em uma disputa acirrada contra o aclamado documentário EPiC: Elvis Presley in Concert, dirigido por Baz Luhrmann.









































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