A cinebiografia Michael arrecadou mais de US$ 215 milhões em bilheteria em seu primeiro fim de semana de exibição. O resultado estabelece um novo recorde entre cinebiografias musicais.
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O filme foi lançado no Brasil em 23 de abril, com sessões antecipadas a partir de 21 do mesmo mês, e chegou ao mercado norte-americano no fim de semana seguinte.
Público contradiz crítica negativa
Michael enfrenta avaliações desfavoráveis da imprensa especializada, com apenas 38% de aprovação no Rotten Tomatoes, mas o público caminha na direção contrária e avalia o longa com nota A- no site CinemaScore. Os dados de saída de sala revelam que 61% dos espectadores eram mulheres, e 66% tinham 25 anos ou mais.
As críticas negativas se concentram principalmente na ausência das acusações de abuso sexual infantil que marcaram a trajetória de Michael. O terceiro ato foi reescrito em 22 dias de filmagens adicionais, e o filme encerra sua narrativa durante a turnê do álbum Bad, em 1988.
Sobrinho de Michael estreia no cinema
Jaafar Jackson, sobrinho do cantor na vida real, interpreta Michael Jackson em sua estreia nas telas. A escolha do ator foi um dos fatores que atraiu o público ao Imax e a outras salas de formato premium. O Imax respondeu por US$ 13,8 milhões, cerca de 14% das vendas norte-americanas. E US$ 24,5 milhões globalmente, a maior abertura para uma cinebiografia musical na história do formato.
Colman Domingo e Nia Long interpretam Joe e Katherine Jackson, os pais do cantor. O filme, que custou cerca de US$ 200 milhões, teve suas despesas divididas entre a Lionsgate, a Universal e o espólio de Michael Jackson. A Lionsgate estuda ao menos uma continuação, dado que a narrativa se encerra em 1988, deixando décadas de carreira por cobrir.
A maior estreia da Lionsgate em mais de uma década
O resultado representa a maior bilheteria de abertura da Lionsgate desde Jogos Vorazes: a Esperança — Parte 2, que estreou com US$ 102 milhões em 2015. Se Michael ultrapassar a marca de US$ 700 milhões no acumulado mundial — projeção considerada provável pelo estúdio —, o longa entrará para o seleto grupo dos maiores lançamentos da casa, ao lado de Jogos Vorazes: em Chamas (US$ 865 milhões).
O desempenho chega em um momento de virada para o estúdio, que acumulou fracassos comerciais em 2024, com títulos como Borderlands e White Bird. A recuperação começou com lançamentos recentes, como A Empregada, e agora se confirma com força total.
Bilheteria segue aquecida
Super Mario Galaxy: o Filme caiu para o segundo lugar em seu quarto fim de semana, com US$ 21,2 milhões adicionais. Agora, soma US$ 384 milhões domésticos e mais de US$ 800 milhões no mundo. Devoradores de Estrelas permanece resiliente em terceiro, com US$ 13,2 milhões em seu sexto fim de semana — US$ 613 milhões globalmente.
A bilheteria geral norte-americana acumula 15% de crescimento sobre o mesmo período de 2025, segundo a Comscore. O número recuou em relação às semanas anteriores, quando a vantagem chegou a 23%, mas o setor segue confiante com a chegada de O Diabo Veste Prada 2.
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