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Cultura

'Chapelwaite' é puro terror gótico

Imagem: divulgação

Na metade do século 19 um homem enlouquecido abre uma cova no terreno de sua mansão. Ele quer enterrar vivo seu filho Charles Boone de 5 anos de idade. Joga o menino na cova, mas antes que o enterre é morto pela esposa.

33 anos depois, Charles (Adrien Brody) é o capitão de um navio, viuvo e pai de três filhos, frutos de seu casamento com uma nativa havaiana. Charles está cansado da vida no mar. Quer dar uma vida normal aos filhos. Recebe de herança a mansão Chapelwaite (onde quase foi enterrado quando criança) onde se estabelece com os filhos e uma governanta (Emily Hampshire).

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Mas Charles não é bem vindo no vilarejo de Preacher’s Corners, pois carrega a maldição da loucura de seu pai. A cidade está sendo abatida por doenças misteriosas, e todos culpam a volta dos Boone pela desgraça. Charles Boone é o que chamamos hoje de um empreendor. Quer construir um estaleiro em Preacher’s Corners e dar emprego à população. Mas os habitantes querem que ele suma com sua familia. O afável Charles começa a ter alucinações, se torna violento, descobre que parentes mortos não morreram e que Chapelwaite está cheia de segredos mórbidos.

Chapelwaite, a série de 2001, é baseada num conto do escritor Stephen King. O conto é uma prequela do romance Salem’s Lot, traduzido no Brasil como “A Hora do Vampiro”. Inavitavelmente a série vai terminar em vampiros circulando sorrateiramente pela cidadezinha amaldiçoada.

A produção é de alto nível, assim como o roteiro e a direção. Os dez episódios reproduzem com perfeição a estética do terror gótico. Escuro, tristeza, preconceito, vermes, navalhas, quadros fantasmagóricos, um hospício que se confunde com centro de tortura numa era pré-revolução industrial. Adrien Brody se encaixa perfeitamente nessa trama, com a expressão trágica que o fez vencer o Oscar de melhor ator em 2003 com O Pianista. Não aconteceu uma segunda temporada.

Disponível pela Amazon Prime.

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