Se você acha que assistiu a todos os filmes de James Bond, é provável que não tenha visto a versão de 1967 para Casino Royale. O criador do agente 007, Ian Fleming, tinha perdido os direitos de adaptação de seu primeiro livro. Alguns produtores compraram esses direitos e resolveram fazer uma paródia.
Não foi uma simples comédia, mas uma megaprodução com um elenco gigante, seis diretores, onze roteiristas (entre eles os geniais Billy WIlder, Ben Hecht e Terry Southern) e dinheiro sobrando. Cada diretor filmava sua parte, e logo o filme estava fora de controle, sem uma direção central.
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O resultado é épico. Nas duas horas e onze minutos desse filme existem cenas brilhantes ao lado de outras horríveis. A história é caótica, sem muito sentido, e segue apenas alguns princípios do livro original de Ian Fleming, que era bem simples. Em compensação, a trilha sonora de Burt Bacharach é uma das melhores de todos os tempos. Infellizmente sumiu do mercado e dos serviços de streaming.
O elenco desse Casino Royale é uma atração à parte. Peter Sellers em início de carreira, Ursula Andress, os veteranos David Niven, Orson Welles, Deborah Kerr, William Holden, Charles Boyer, George Raft, John Huston (que também assumiu a direção do filme), e um jovem comediante de Nova York chamado Woody Allen.
Casino Royale (1967) é mais que um filme: é uma experiência sensorial, um monumento pop, uma celebração da cultura psicodélica e uma gozação à grandeza que o personagem James Bond atingiu na cultura pop em poucos anos. Está no streaming da Oldflix.
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