Mais de mil profissionais do cinema e da televisão de Hollywood pediram que autoridades dos Estados Unidos impeçam a fusão entre Paramount Global, Skydance Media e Warner Bros. Discovery. O grupo divulgou uma carta aberta nesta segunda-feira, 13, publicada no jornal norte-americano The New York Times.
O documento reúne nomes conhecidos da indústria, como Joaquin Phoenix, Ben Stiller e Kristen Stewart, além de artistas e cineastas como Jane Fonda, Mark Ruffalo, Glenn Close, Denis Villeneuve e David Fincher.
Receba nossas atualizações
Artistas criticam concentração de poder
Na carta, os profissionais afirmam que a fusão pode favorecer interesses econômicos restritos e provocar efeitos negativos no setor audiovisual. Segundo os signatários, a união das empresas tende a aumentar a concentração de poder em um mercado já dominado por grandes conglomerados.
“A integridade, a independência e a diversidade da nossa indústria seriam gravemente comprometidas”, afirma a carta. “A concorrência é essencial para uma economia e uma democracia saudáveis. Assim como uma regulação e fiscalização cuidadosas.”
Além disso, os artistas apontam que decisões desse porte podem influenciar diretamente o acesso do público a diferentes tipos de produções e afetar não apenas o mercado, mas também o alcance cultural do cinema e da televisão.
A carta pede que órgãos reguladores analisem o caso com cautela e considerem os efeitos de longo prazo da fusão.
Fusão de gigantes em Hollywood
A fusão entre a Paramount Global e a Warner Bros. Discovery foi anunciada em fevereiro, quando as companhias assinaram um acordo definitivo para a criação de um novo conglomerado global de mídia e entretenimento.
A Skydance, de David Ellison, estruturou o plano, que prevê a incorporação da Warner ao novo grupo. Na ocasião, a Netflix tinha acabado de desistir da disputa pelo estúdio.
Leia também: “Revista britânica inclui filme de Kleber Mendonça entre mais enganosos”
Segundo o comunicado, o novo grupo reunirá um catálogo com mais de 15 mil filmes e milhares de horas de conteúdo televisivo, com presença em mais de 200 países, mirando expansão no mercado global de streaming.
Apesar do anúncio, as empresas ainda não concluíram a operação. Órgãos reguladores nos EUA e em outros mercados precisam aprovar o processo. As companhias estimam concluir o negócio no terceiro trimestre deste ano.
Até o momento, as corporações envolvidas não comentaram publicamente o posicionamento dos artistas.
+Leia mais notícias de Cultura em Oeste






































Artistas são iguais em qualquer lugar, pelo jeito. O que querem de se meter em uma transação comercial?
Claro, estão pensando nos seus umbigos, como sempre. O resto que se dane.