Com mais duas mortes confirmadas na noite de segunda-feira 16, sobe para seis o número de óbitos decorrentes das fortes chuvas no Estado de Santa Catarina. Até o momento, 133 municípios estão em situação de emergência, de acordo com o último relatório da Defesa Civil.
Um dos óbitos registrados foi de um agricultor em Calmon, município do interior do Estado, com pouco mais de 3 mil habitantes. O trabalhador saiu a cavalo para lidar com o gado no pasto, mas sofreu uma descarga elétrica e não resistiu aos ferimentos.
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Outro homem tentava retirar o ar-condicionado de casa quando foi eletrocutado, tendo um mal súbito. A vítima morava em Três Barras, município a 354 quilômetros da capital Florianópolis.
Estado de calamidade
Além de Rio do Sul, o município de Taió, no Alto Vale do Itajaí, também decretou estado de calamidade pública — reconhecimento legal pelo poder público dos danos provocados por grandes desastres.
Por causa das tempestades, descargas elétricas, alagamentos e chuvas de granizo, 133 municípios estão em situação de emergência.
Ao menos 145 registraram algum tipo de ocorrência, como destelhamentos, quedas de árvores, danos à rede elétrica, alagamentos, inundações e deslizamentos.
Região Sul
A previsão do tempo para o Sul do Brasil é de mais chuvas na quarta-feira 18. Em Santa Catarina, o maior risco de temporais é para a região Oeste do Estado. Os ventos podem chegar a 60 km/h, com probabilidade de trovoadas, raios e queda de granizo.
Algumas cidades ainda estão com pontos de alagamentos, e o risco de deslizamentos é alto, de acordo com o Corpo de Bombeiros.
“Os incidentes durante esses eventos em Santa Catarina poderiam ser evitados. Bastava apenas um pouco mais de cuidado”, alertou o comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar, coronel Fabiano de Souza.
Segundo o comandante, os óbitos no Estado foram de pessoas que se arriscaram em pontos alagados e morreram afogadas. Outras dessas vítimas mexeram na fiação elétrica em locais inundados e acabaram eletrocutadas.
“Por isso, protejam-se até que a situação volte ao normal”, alertou Souza. “Esperem a água baixar na sua região para poder se deslocar em segurança.”

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