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Brasil

Universidades mantêm greve mesmo depois de acordo de sindicato com governo

Proifes aceitou proposta de reajuste feita pelo Ministério da Gestão e da Inovação na última segunda-feira, 27

Foto mostra faixa na frente de escola com a mensagem "estamos em greve"
Em greve, professores reivindicam aumento salarial já para 2024 | Foto: Reprodução/X

Professores de universidades e institutos federais decidiram manter a greve por aumento salarial, mesmo depois de o governo Lula firmar um acordo com a Federação de Sindicatos de Professores e Professoras de Instituições Federais de Ensino Superior e de Ensino Básico Técnico e Tecnológico (Proifes), que representa a categoria, no último dia 27.

Nesta terça-feira, 28, todas as 63 instituições de ensino que estão paralisadas há 55 dias realizaram assembleias para decidir se voltam às atividades.

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Por enquanto, todas optaram por continuar em greve. Dentre elas, estão a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a Universidade Federal da Bahia (UFBA). Além disso, houve nova adesão ao movimento por parte da Universidade Federal do Piauí (UFPI).

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A decisão dos docentes atende à expectativa do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), outra entidade com protagonismo nas negociações salariais, mas que rejeitou a proposta salarial da gestão Lula (PT).

Segundo o Andes, o acordo assinado pelo Proifes não representa as demandas dos servidores e “afronta as decisões das bases em greve”, diz o presidente da entidade, Gustavo Seferian.

Os servidores pediam reajuste de 7,06% em 2024, de 9% em janeiro de 2025 e de 5,16% em 2026. O governo negou aumento já neste ano e ofereceu 9% em janeiro de 2025 e de 3,5% em maio de 2026.

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Impacto nas negociações da greve

A estratégia do Andes agora é mostrar força a Brasília a fim de forçar uma nova rodada de negociações. O grupo avalia que o percurso das negociações só fortaleceu o movimento e deixou o governo fragilizado. Depois do ocorrido, afirma que Lula não pode mais se dizer defensor da educação.

O presidente enfrentou protestos de professores e estudantes em agendas durante o fim de semana. Na quinta-feira 23, Lula afirmou que “eles [servidores] pedem quanto eles querem, a gente [governo] dá quanto a gente pode”.

Para os sindicalistas, é hora de apresentar outras exigências, como a recomposição do orçamento das universidades federais, em queda nos últimos anos. A Unifesp e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), por exemplo, já anunciaram estar em calamidade financeira.

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3 comentários
  1. Candido Andre Sampaio Toledo Cabral
    Candido Andre Sampaio Toledo Cabral

    Os professores-militantes estão viajando pela Europa. Quando voltarem, eles pensam sobre esta proposta.

  2. Marcelo Gurgel
    Marcelo Gurgel

    Os esquerdopatas docentes estão de acordo com o ditado ” farinha pouca meu pirão primeiro”

  3. Syllas
    Syllas

    Oeste, esclareça, por favor, qual é a representatividade e a força de cada um dia sindicatos citados. Sem essa informação fica parecendo que têm a mesma força.

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