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Turista uruguaio é morto a tiros em Guarujá (SP)

O incidente ocorreu no Ano-Novo, depois de uma tentativa de assalto

Guarujá, em São Paulo, enfrenta surto de virose | Foto: Divulgação/Governo do Estado de São Paulo
Guarujá, em São Paulo | Foto: Divulgação/Governo do Estado de São Paulo

Um turista uruguaio de 36 anos morreu depois de ser atingido por disparos feitos por um policial militar durante a madrugada de 1º de janeiro, na praia da Enseada, em Guarujá, no litoral de São Paulo. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), o tiro ocorreu durante uma tentativa de assalto.

De acordo com a pasta, o policial, de 43 anos, comemorava a virada do ano com a família quando um grupo de suspeitos se aproximou. O PM afirmou que um dos homens ameaçou sacar uma arma que estaria escondida sob a camisa.

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“O policial interveio e houve troca de tiros”, informou a SSP, em nota. “Os suspeitos conseguiram fugir.”

Um dos disparos atingiu o turista Carlos Adrian Manccini Piri. Ele foi socorrido pelo Samu e levado ao Hospital Santo Amaro, onde a morte foi confirmada ainda na noite da quinta-feira 1º.

A arma do policial, uma pistola calibre .40, foi apreendida para perícia. O caso foi registrado como roubo e homicídio doloso na Delegacia de Polícia de Guarujá, que investiga as circunstâncias da morte.

Turista uruguaio era procurado por estelionato

Governo do Uruguai pediu extradição de Carlos Adrian Mancini Piriz por crimes de estelionato | Foto: Reprodução/Redes sociais
Governo do Uruguai pediu extradição de Carlos Adrian Mancini Piriz por crimes de estelionato | Foto: Reprodução/Redes sociais

O turista morto por engano por um policial militar durante o Réveillon na praia da Enseada, em Guarujá (SP), era alvo de pedido de extradição feito pelo governo do Uruguai por crimes de estelionato.

Em setembro de 2023, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decretou a prisão preventiva de Carlos Adrian para fins de extradição. Segundo a decisão, ele era considerado foragido da Justiça uruguaia e tinha o nome incluído na Difusão Vermelha da Interpol.

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De acordo com o processo, o uruguaio é acusado de aplicar ao menos 35 golpes. As vítimas enviavam dinheiro em troca de acessórios para veículos, suplementos alimentares e sapatos, mas não recebiam os produtos.

Em setembro de 2024, a Primeira Turma do STF votou para deferir o pedido de extradição apresentado pelo governo uruguaio.

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