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Trote na Unesp deixa 2 alunos em coma alcoólico 

O governo de São Paulo proíbe esse tipo de prática nas universidades públicas desde 2015; a polícia registrou o caso como lesão corporal

Trote na Unesp deixa 2 alunos em coma alcoólico
Incidente aconteceu no campus de Jaboticabal | Foto: Reprodução/Unesp

Sete estudantes da Universidade Estadual Paulista (Unesp) foram hospitalizados em Jaboticabal, interior de São Paulo, depois de participar de um trote universitário no último domingo, 25. Dois permanecem internados em estado grave, de acordo com a apuração do jornal Folha de S.Paulo.

Segundo depoimentos à Polícia Civil, os calouros teriam sido obrigados a consumir bebidas alcoólicas e drogas para obter pulseiras de acesso a uma festa, chamada Festa dos 100 Dias, em referência ao tempo de ano letivo. O evento estava marcado para esta segunda-feira, 26, mas acabou cancelado.

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Os estudantes, vinculados à Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias, foram levados a uma Unidade de Pronto Atendimento com sintomas de coma alcoólico. Cinco receberam alta depois da avaliação médica, enquanto os outros dois precisaram ser intubados, segundo a prefeitura.

Um dos internados é aluno do 1° ano do curso de zootecnia. A polícia registrou o caso como lesão corporal e abriu investigações. Já a Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias informou, em nota, a abertura de uma apuração preliminar para identificar os envolvidos e esclarecer os fatos.

Os organizadores da Festa dos 100 Dias publicaram uma nota nas redes sociais na qual lamentam o cancelamento do evento e manifestam solidariedade aos estudantes hospitalizados.

Trote é proibido em SP desde 2015

Desde 2015, trotes são proibidos em instituições públicas de ensino no Estado de São Paulo. Em agosto de 2023, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) sancionou uma lei que responsabiliza as universidades por trotes violentos praticados por seus alunos.

Proposta pela deputada estadual Thainara Faria (PT), a legislação exige que as instituições adotem medidas preventivas para coibir tais práticas dentro e fora de suas dependências, a aplicação e a instauração de processo disciplinar contra infratores e a imposição de penalidades contra eles — inclusive expulsão.

Em caso de omissão ou negligência, as universidades podem ser punidas administrativamente.

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