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Tragédia no RS: mais de 19 mil pets estão livres para doação

Voluntários acreditam que os abrigos não poderão manter a ajuda aos resgatados por muito tempo

Um dos animais disponíveis para adoção em Canoas (RS) | Foto: Reprodução/Instagram/@anapvasconcelos
A advogada Ana Paula Vasconcelos já levou alguns dos animais para Brasília (DF) | Foto: Reprodução/Instagram/@anapvasconcelos

Pets resgatados durante as enchentes no Rio Grande do Sul estão à procura de novos lares no Distrito Federal. Os animais estão em abrigos improvisados. A advogada Ana Paula Vasconcelos, representante do Fórum de Defesa Animal, estima que cerca de 19 mil cães e gatos foram abandonados depois das fortes chuvas no Estado.

Ela atua como voluntária em Canoas (RS) e está envolvida no manejo dos animais nos abrigos, que foram montados de forma emergencial. “Todos os animais estão ficando acorrentados, porque não tem baia”, disse ao portal Metrópoles. “Isso causa muito estresse. Os abrigos estão lotados. O número de voluntários caiu drasticamente. Esses animais precisam de adoção.”

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De acordo com o boletim mais recente da Defesa Civil do RS, desde o início da tragédia, cerca de 12,5 mil animais foram resgatados e levados a abrigos. Muitos desses locais de acolhimento são mantidos com doações e coordenados por voluntários.

Condições nos abrigos de pets

As condições de salubridade nos abrigos estão se deteriorando rapidamente. Cães e gatos enfrentam risco de doenças infectocontagiosas, dormindo e comendo onde fazem suas necessidades.

“Essa situação causa muito sofrimento”, prosseguiu a voluntária. “A tendência é que fiquem esquecidos em abrigos. Alguns poucos, os tutores vão buscar. Mas a maioria das pessoas perdeu tudo e está reconstruindo suas vidas.”

A advogada já coordenou a adoção de 35 pets no DF. Os interessados em adotar os bichos sobreviventes podem contatá-la pelo WhatsApp no seguinte número: 61 98215 4751.

Apelo para adoção

Em entrevista ao Metrópoles, Ana Paula fez um apelo para os cidadãos: “Não comprem animais, adotem os animais vítimas da tragédia no RS e transformem a vida deles”.

Segundo ela, o poder público não terá condições de lidar com a situação, e as ONGs não conseguirão manter a ajuda por muito tempo. A voluntária acredita que pessoas precisam abrir os corações para que os animais possam ter uma vida melhor.

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