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Tráfico expulsa moradores do Minha Casa Minha Vida em Salvador

Imóveis subsidiados pela Caixa Econômica Federal seriam vendidos para financiar o Bonde do Maluco, grupo aliado do PCC

Vincenzo Pasquino resolveu fornecer informações relevantes sobre o tráfico internacional de drogas que envolvem o PCC e o CV
Condomínio do MCMV ocupado por traficantes tem cerca de 580 apartamentos. Moradores dizem que facção domina grande parte | Foto: Agência Brasil

Moradores do Conjunto Fazenda Grande II, parte do programa habitacional federal Minha Casa Minha Vida em Salvador, denunciam que traficantes controlam os imóveis subsidiados pela Caixa Econômica Federal.

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Desde 3 de janeiro, famílias relatam expulsões forçadas ao jornal Correio 24 Horas. Elas alegam que as unidades estão sendo revendidas ou alugadas para financiar o Bonde do Maluco (BDM) — grupo aliado do Primeiro Comando da Capital (PCC).

“Corretores do tráfico” vendem imóveis ilegalmente

Segundo a publicação, quatro homens — conhecidos como Thiaguinho, “Demenor”, Netinho e Danone — são apontados como os responsáveis por remover familiares e amigos de policiais dos 27 blocos do condomínio popular. Depois da expulsão, os apartamentos são comercializados digitalmente, com pagamentos feitos em dinheiro vivo.

+ Leia também: “Crime organizado controla mais de mil postos de gasolina, diz Lewandowski”

Ex-moradores ouvidos pela reportagem afirmam que Thiaguinho lidera a operação e que suas ordens são cumpridas sob ameaça de assassinato. “São matadores”, disseram ao Correio 24 Horas.

Beneficiários do Minha Casa Minha Vida relatam momentos de tensão

Com o domínio do tráfico na região, os contemplados pelo programa habitacional temem as consequências legais da venda forçada dos imóveis. O contrato firmado com a Caixa proíbe a comercialização ou o aluguel antes da quitação total do financiamento. Mesmo expulsos, alguns ex-moradores seguem pagando as parcelas na esperança de recuperar suas casas.

Já aqueles que permaneceram no conjunto denunciam aumento da violência, assédio dos criminosos e isolamento. Os traficantes impõem regras rígidas, como a proibição de acionar serviços públicos sem autorização.

“Se tiver algum problema familiar ou desentendimento entre vizinhos, ninguém pode chamar a polícia”, relatam os moradores, que também são obrigados a manter as portas abertas e a esconder criminosos em caso de operações policiais.

Oeste solicitou uma posição do Ministério das Cidades, gestor do Minha Casa Minha Vida, e do Ministério Público da Bahia, mas não houve resposta.

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2 comentários
  1. Inteligencia Artificial
    Inteligencia Artificial

    Vivem como querem, esses mesmos votaram no corrupto e ladrao.

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