publicidade
Brasil

Tarcísio demite 4 policiais ligados ao PCC

Os agentes participavam do tráfico de drogas e protegiam integrantes da organização criminosa quando atuavam em delegacia especializada

Tarcisio de Freitas
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, determinou a perda de cargo de três investigadores e um delegado da Polícia Civil de São Paulo presos por atuarem como infiltrados do PCC | Foto: Governo de SP

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, determinou a perda de cargo de três investigadores e um delegado da Polícia Civil de São Paulo (PC-SP) presos por atuarem como infiltrados do Primeiro Comando da Capital (PCC).

De acordo com o Ministério Público de São Paulo (MP-SP), eles recebiam valores para repassar informações sigilosas, o que garantia a liberdade de integrantes da organização criminosa e impulsionava o tráfico de drogas.

Receba nossas atualizações

A medida do governador acontece depois de o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) rejeitar apelação criminal apresentada pelos ex-policiais, em julho.

O delegado Fernando Toshiyuki Fujino e os investigadores Carlos Moroni Filho, Marcos Roberto Munhoz e Willian Felipe Martins Soares foram presos durante uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MP-SP.

As prisões fizeram parte de uma ação do Gaeco que teve como alvo integrantes do PCC. Ao todo, 25 pessoas foram detidas.

Tarcisio de Freitas
A medida do governador ocorre depois de o Tribunal de Justiça de São Paulo rejeitar apelação criminal apresentada pelos ex-policiais em julho. Eles são acusados pelos crimes de formação de quadrilha, falsidade ideológica, concussão, extorsão, tráfico de entorpecentes e associação para o tráfico | Foto: Governo de SP

Envolvimento dos policiais com o PCC

Os policiais vinham sendo monitorados por escutas telefônicas. Eles receberam propina para proteger traficantes da facção criminosa quando atuavam na Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) de Sorocaba.

Os agentes foram acusados pelos crimes de formação de quadrilha, falsidade ideológica, concussão, extorsão, tráfico de entorpecentes e associação para o tráfico, além da divulgação de informações sigilosas.

Moroni e Munhoz foram condenados em 2019 a seis anos de prisão em regime semiaberto e perda dos cargos por vazamento de informações sigilosas e falsidade ideológica. Fujino e Soares pegaram dois anos em regime semiaberto e perda de cargos por concussão. Eles foram presos em setembro deste ano para cumprimento das penas.

+ Leia as últimas notícias do Brasil no site da Revista Oeste

Leia mais sobre:

1 comentário
  1. Uncle Sam
    Uncle Sam

    Os caras foram condenados em 2019 e ainda não haviam perdido o cargo???

Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade