O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, confirmou, nesta segunda-feira, 6, que 20 pessoas foram presas depois de uma série de operações policiais direcionadas ao combate da adulteração de bebidas alcoólicas com metanol. Segundo Tarcísio, os detidos não têm ligação entre si, e não há provas de envolvimento do crime organizado nesses casos.
Em coletiva de imprensa, Tarcísio explicou que a causa real das contaminações por metanol ainda está sob análise. “Tenho muitos casos suspeitos. Não tenho muitos confirmados. A gente não pode descartar nenhuma hipótese”, afirmou. “Uma hipótese é a higienização e manutenção dos vasilhames. Agora, precisamos entender a extensão do problema.”
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Além disso, o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, reforçou que as investigações mantêm a análise de todas as evidências disponíveis, mas até o momento não identificaram nenhuma ligação com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
“Estamos trabalhando com as evidências até aqui”, disse Derrite, na coletiva de imprensa. “A gente não tem problema algum de mudar [caso surjam novas informações]. Até aqui, não tem nenhum indício de participação do PCC.”
Polícia já fez 60 ações relacionadas ao metanol em uma semana
As operações já resultaram em 60 ações desde a semana passada, incluindo a detenção do principal fornecedor de produtos falsificados em São Paulo. Nessas operações, mais de 7 mil garrafas adulteradas foram apreendidas, somadas a 100 mil itens falsificados, como lacres e rótulos. O registro estadual de 11 estabelecimentos foi suspenso de forma temporária.
Até agora, o Estado de São Paulo soma 192 notificações de intoxicação por metanol, sendo 14 casos confirmados, incluindo dois óbitos, e 178 ainda sob investigação. Sete mortes continuam em apuração e 15 ocorrências já foram descartadas como ligadas ao consumo da substância.









































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