O submarino Titan, que naufragou no mês passado a caminho dos destroços do navio Titanic, passou por momentos assustadores durante uma expedição anterior.
Um documentário da emissora britânica BBC, transmitido em 2022, mostra que o submarino começou a girar, sem controle, no fundo do mar. Isso deixou os tripulantes em pânico e presos por horas.
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Nas imagens capturadas dentro do Titan, é possível ver a embarcação a mais de 3 mil metros de profundidade. O piloto, Scott Griffith, diz aos demais membros da tripulação: “Temos um problema”.
Na ocasião, Griffith estava com um olhar assustado. “Há algo errado com meus propulsores”, alertou. “Estou empurrando e nada está acontecendo.”
O que aconteceu com o submarino Titan?
Antes de desaparecer, a embarcação descia a uma profundidade de aproximadamente 3,8 mil metros, no Oceano Atlântico, para observar os destroços do Titanic.
Contudo, durante a preparação do equipamento para iniciar a viagem, os propulsores teriam sido instalados incorretamente. Ou seja, um propulsor empurrava o submersível para um lado, e o outro para outro lado, fazendo a embarcação girar em círculos.
Para resolver o problema, a tripulação teve de reprogramar o controle de videogame que comandava o movimento da embarcação.
As sete falhas do submersível Titan
Confira, abaixo, as sete falhas do submarino Titan:
- 1 — Escotilha que suportava pouca pressão
Em 2018, o então diretor de operações da OceanGate, David Lochridge, disse que a escotilha do submersível só suportaria a pressão de até 1,3 mil metros de profundidade — os destroços do Titanic estão a quase 4 mil metros. O executivo acabou deixando a empresa.
- 2 — Problemas de comunicação
O Titan tinha falhas na parte de comunicação. Repórter da emissora norte-americana CBS News, David Pogue realizou, em 2022, a expedição até os destroços do Titanic. Ele registrou que o veículo não contava com sistema de GPS e era guiado por mensagens de texto enviadas a partir de um barco que ficava na superfície.
- 3 — Controle de PlayStation
Ao realizar a expedição, o jornalista também informou que o submarino era guiado por um controle de videogame. O que era verdade. Os comandos do Titan eram feitos com um modelo adaptado do Logitech F710, que se assemelha ao modelo de joystick do PlayStation.
- 4 — Alerta de especialistas
Uma carta assinada por 38 empresários, oceanógrafos e pesquisadores de águas profundas alertou a direção da OceanGate sobre “resultados negativos com sérias consequências para todos” do Titan. O material, enviado em 2018, foi ignorado pela empresa fabricante do submarino.
- 5 — Problemas técnicos anteriores
O repórter Pogue também relatou que o Titan apresentava problemas técnicos. De acordo com o jornalista, o submersível ficou mais de duas horas sem comunicação, “perdido” no Oceano Atlântico Norte.
- 6 — Sem regulação nos Estados Unidos
Apesar de a OceanGate ser de origem norte-americana, o Titan não era devidamente regulamentado nos Estados Unidos. Por causa disso, a empresa lançava o submarino longe do litoral norte-americano, já em águas internacionais, sem ter de seguir as normas da Guarda-Costeira do país.
- 7 — Embarcação experimental
O Titan era, oficialmente, um veículo subaquático de caráter “experimental”. É o que mostrou o repórter da CBS News, a respeito do documento que teve de assinar para poder realizar a expedição aos destroços do Titanic. No material, também constava a informação de que o submarino não tinha sido “aprovado nem homologado por nenhum órgão regulador, e a viagem poderia resultar em ferimentos, trauma emocional ou morte”.
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