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STJ diz que pai de Collor deve ser exumado para teste de DNA

Suposto filho de Arnon de Mello tenta verificar paternidade desde 2006

pai collor
Arnon de Mello (à esquerda), pai de Fernando Collor de Mello (à direita), morreu em 1983 | Foto: Montagem Oeste com imagens do Wikimmedia Commons e da Agência Senado

A 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que o pai de Fernando Collor de Mello, ex-presidente da República, deverá ser exumado para um teste de DNA.

O STJ rejeitou os recursos de Collor que tentavam impedir a exumação dos restos mortais de Arnon de Mello. Um homem afirma ser filho dele, que foi senador e morreu em 1983.

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O suposto filho busca na Justiça o direito de confirmar a paternidade. Mas a família de Collor se nega a se submeter a exames. Por causa da recusa, o STJ julgou como legítimo o pedido de exumação para a análise do material genético.

Ministro do STJ rejeitou pedido de Collor para não exumar o pai por “identidade biológica” do suposto irmão

Arnon de Mello teria tido um caso com a mãe do homem que se diz seu filho em 1974 | Foto: Wikimedia Commons

A defesa de Collor, por meio de embargos de declaração, sustentou que deveriam ser preservados o corpo, a intimidade e a dignidade de Arnon de Mello mesmo depois de sua morte.

Mauro Ribeiro, ministro do STJ e relator do processo, rejeitou a constatação dos advogados do ex-presidente com o entendimento de que o possível filho está autorizado a buscar o esclarecimento da parentalidade por meio de “todos os meios legais e moralmente legítimos”, tal como decidido anteriormente pelo STJ.

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“[Na decisão anterior] constou expressamente que, em juízo de ponderação dos interesses envolvidos, ou seja, entre a tutela jurídica post mortem da personalidade humana, do respeito ao corpo humano e à sua memória, o direito fundamental do autor à sua identidade biológica deveria prevalecer”, disse Ribeiro.

O ministro também disse que o embargo de Collor “apenas manifestou o seu inconformismo quanto ao entendimento delineado”. Ele ainda afirmou que a exumação já havia sido respaldada em argumentos claros e suficientes na decisão anterior, segundo o jornal Folha de S.Paulo.

O possível filho de Arnon de Mello diz que sua mãe, uma telefonista da Telebrasília, teve um caso com o então senador em 1974, que teria resultado em seu nascimento. Ele busca o direito de fazer um teste de DNA desde 2006.

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