Durante o desfile desfile cívico-militar de 7 de setembro, realizado no último domingo, 7, em Brasília, chamou a atenção do público um caminhão do Exército que carregava uma réplica do Míssil Antinavio de Superfície (Mansup).

A estatal TV Brasil, que transmitiu ao vivo o desfile, exaltou que o Mansup tem “tecnologia nacional”, é “um dos armamentos mais desenvolvidos da Marinha do Brasil” e “um meio eficaz de defesa e dissuasão contra ameaças navais, podendo ser lançado a partir de navios e também através de plataformas móveis terrestres, como o sistema Astros”.
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O fato de o míssil mostrado no desfile ser uma réplica não passou despercebido e gerou duras críticas nas redes sociais.
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Isso ocorreu porque o Mansup é apenas um projeto em fase de desenvolvimento, registrando um atraso de quase uma década, e não está à disposição de nenhuma das três Forças Armadas brasileiras.
Mansup é inspirado em míssil com 60 anos
Inspirado no míssil antinavio francês Exocet MM40, o Mansup foi anunciado pela Marinha do Brasil em 2011. Na fase inicial do projeto, foram investidos mais de R$ 75 milhões da época (cerca de R$ 200 milhões de 2025, corrigidos pela inflação).
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O Exocet é um armamento com quase 60 anos. Remonta a 1967, quando foi desenhado pela estatal francesa Nord-Aviation, e entrou em serviço na Marinha francesa em 1975.
A arma jà foi utilizada pelos argentinos na Guerra das Malvinas (1982) contra os britânicos e pelas tropas iraquianas de Saddam Hussein na guerra Irã−Iraque (1980-1988) e na guerra do Golfo (1990-1991).
Empresas contratadas são estrangeiras ou falidas
Para desenvolver o Mansup, a Marinha do Brasil contratou as empresas Avibras, Omnisys e Mectron, além da empresa Siatt (Sistemas Integrados de Alto Teor Tecnológico), responsável pelos sistemas de guiagem, navegação, controle e telemetria, e a Fundação Atech, atual Ezute, para fazer o gerenciamento complementar do projeto.
A Avibras, maior empresa brasileira da indústria de defesa, entrou em recuperação judicial em março de 2022, alegando dívidas de R$ 600 milhões.
A Omnisys é uma empresa controlada pela francesa Thales Grop, que por sua vez tem o Estado francês em seu capital acionário.
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A Mectron foi uma fabricante brasileira de produtos bélicos que faliu em 2014 após ser comprada pela Odebrecht e acabar envolvida na Lava Jato. Foi vendida em 2014 para a israelense Elbit System.
A Siatt foi fundada em 2015 por ex-sócios e funcionários da Mectron, mas enfrentou dificuldades financeiras, e em 2023 49,9% de seu capital foi comprado pelo Edge Group, estatal dos Emirados Árabes Unidos.
O governo do país árabe assinou uma ordem de compra do Mansup por US$ 350 milhões, após o míssil estar pronto. No total, a Edge e o governo dos Emirados já investiram mais de US$ 1 bilhão no projeto. Em contrapartida, a Marinha aceitou compartilhar a propriedade intelectual do míssil, para poder desenvolver uma variante do míssil e que poderá ser comercializado pela empresa árabe.
A previsão inicial do Ministério da Defesa era que a produção do Mansup começasse em 2025, em tempo de equipar a nova fragata da Classe Tamandaré, que deverá entrar em operação ainda neste ano.
Construídas nos estaleiros de Itajaí, em Santa Catarina, as fragatas Tamandaré deveriam utilizar o míssil Mansup como um de seus sistemas de armas.





































É cafona mostrar armamentos em desfiles nacionais. No entanto, o governo brasileiro se supera, mostra uma réplica de projeto. Eles não têm limites para o ridículo, ainda bem que ninguém viu.
todas as armas “desenvolvidas” pela Fracas Armadas brasileira são pura fantasia.
O que aconteceu com os dejetos deocu marx, antônio nojeira e paulo andré mendonça? Acabou o capim deles?
Míssil de PVC com pólvora de estalinho… Caraca, vamos dominar o mundo!
hahahahaha
Vitor Hugo Stepansky
O Rato que Ruge filme da década de 1960 com Peter Sellers que retrata bem nossa realidade. O Lularápio cachaça não se dá conta do ridículo
se os USA souberem que temos mísseis….. ah! ai a conversa será outra.
eles que não se metam com o Brazil … somos de descendência CANGACEIRA.
e mais, quem vai “montado” no míssil, para que o recado seja dado pessoalmente, será o Alexandre de Moraes, claro.
viva o Brazil e suas forças armadas.
sim, me refiro ao bando de melancias.
A propaganda do governo e dos milicos não fala nada disso.
Acho que o TRUMP ficou com medo desse armamento, quando viu.. ahahahaha
Até o Maduro tem armas melhores…
Se a Venezuela invadir o Brasil, ela toma conta do país em uma semana. Mas não tem perigo, eles têm equipamentos mas não combustível, apesar de ser uma das maiores reservas de petróleo do mundo. Socialismo é isso, como dizia Roberto Campos, se administrarem o Saara, vai falta areia lá.