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Sobe para 5 o número de mortes por intoxicação com metanol

O governo de São Paulo continua investigando a origem das bebidas adulteradas

metanol mortes são paulo
A Secretaria de Saúde reforça a importância de adquirir bebidas alcoólicas apenas em estabelecimentos autorizados e de confiança | Foto: Reprodução/YouTube/Governo do Estado de São Paulo

O secretário estadual de Saúde de São Paulo, Eleuses Paiva, confirmou nesta terça-feira, 30, que o número de mortes por intoxicação por metanol no Estado subiu para cinco. Os casos estão relacionados ao consumo de bebidas adulteradas com a substância.

De acordo com Paiva, as vítimas apresentaram sintomas como náuseas, vômitos e visão embaçada, evoluindo para coma e falência múltipla dos órgãos.

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O secretário deu a declaração durante entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista. Também participaram o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e o secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite.

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Segundo Eleuses, há 22 casos que envolvem intoxicação por metanol — sete confirmados e 15 em investigação. Desses, cinco pessoas morreram. Em apenas um desses casos há confirmação de que a morte se deu depois da ingestão de bebida adulterada.

O metanol é um composto altamente tóxico que pode causar danos irreversíveis ao sistema nervoso central e à visão.

A Secretaria de Saúde reforça a importância de adquirir bebidas alcoólicas apenas em estabelecimentos autorizados e de confiança. Além disso, orienta a população a evitar o consumo de bebidas com aparência suspeita ou sem rótulo identificável.

As autoridades continuam investigando a origem das bebidas adulteradas e trabalham para identificar os responsáveis pela distribuição desses produtos.

Perigos e efeitos do metanol

O metanol é um líquido incolor, de odor similar ao do álcool comum, utilizado em indústrias e em produtos domésticos, como solventes e anticongelantes.

Por ser mais barato, o metanol é frequentemente adicionado a bebidas falsificadas. Sua presença é de difícil detecção durante o consumo, pois o sabor e os efeitos iniciais se assemelham aos do álcool tradicional.

Mesmo pequenas doses de metanol podem causar sérios danos à saúde e, em alguns casos, levar à morte. Os sintomas geralmente surgem horas depois da ingestão, quando o corpo começa a processar a substância.

O fígado metaboliza o metanol e gera compostos tóxicos, como formaldeído, formato e ácido fórmico, que prejudicam principalmente o cérebro e os olhos. Isso pode resultar em cegueira, coma e risco de morte. A gravidade dos efeitos depende da dose ingerida e das características físicas da pessoa.

Os primeiros sintomas, como confusão, descoordenação e vômitos, surgem entre 40 minutos e 72 horas depois do consumo.

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Em seguida, o ácido fórmico reduz o pH do sangue e pode causar danos renais, convulsões e hemorragias.

Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) consideram mudanças bruscas no ritmo cardíaco como sinais de gravidade.

O relaxamento muscular provocado pelo metanol pode dificultar a respiração e a deglutição.

Leia também: “Ovelhas, cordeiros e marradas”, artigo de Evaristo de Miranda, publicado na Edição 289 da Revista Oeste

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