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Sindicato e empresas indicam acordo para suspender greve de ônibus em SP

Cancelamento da paralisação deve ser confirmado em assembleia nesta quinta-feira, 6

A prefeitura de São Paulo entrou com ação no Tribunal de Justiça do Trabalho para tentar impedir a greve de motoristas dos ônibus municipais da capital paulista, marcada para sexta-feira 1º | Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Trabalhadores pedem um reajuste de 3,69% pelo IPCA | Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Uma audiência de conciliação para discutir a greve de ônibus da cidade de São Paulo, na tarde desta quarta-feira, 5, terminou com a perspectiva de suspensão da paralisação prevista para sexta-feira, 7.

A direção do SindMotoristas, que representa os trabalhadores do transporte rodoviário urbano de São Paulo, disse ter chegado a um consenso com as empresas de ônibus para retomar as negociações sobre reajustes salariais e benefícios à categoria. As negociações devem acontecer por meio de uma mesa técnica no Tribunal de Contas do Município (TCM).

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A decisão sobre a greve será tomada pela assembleia dos trabalhadores na manhã desta quinta-feira, 6.

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“Caso a suspensão da greve seja aprovada em assembleia, a entidade no período das negociações permanecerá em estado de greve para realização de ações de mobilização junto a categoria”, disse o sindicato dos trabalhadores, em nota.

A mudança de posicionamento do sindicato ocorreu depois de reunião com o presidente da Câmara Municipal, vereador Milton Leite (União Brasil), na manhã do dia 5.

Leite disse ao jornal Folha de S.Paulo que a sugestão para abertura da mesa de negociação no TCM foi dele.

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“Uma greve neste momento é complicada e não traria resultado para ninguém. Avisei o prefeito ontem à noite sobre isso, ele disse que eu poderia chamar [os sindicatos] e mediar”, disse Leite. “Não é possível dentro do contrato, em ano de eleição, a prefeitura estabelecer reajuste às empresas. A prefeitura tem a cada quatro anos para fazer o reequilíbrio quadrienal.”

Entenda a greve

A categoria havia indicado a possibilidade de greve na segunda-feira 3, devido ao impasse nas negociações de reajuste de salários e benefícios.

Os trabalhadores pedem um reajuste de 3,69% pelo IPCA, mais 5% de aumento real e reposição das perdas salariais da pandemia, que somam 2,46%.

O valor é maior do que os 2,77% e recomposição da diferença pelo Salariômetro, que é um indicador medido pela Fipe, oferecidos pelo setor patronal.

Além do reajuste salarial, há reivindicações quanto ao aumento da jornada de trabalho, que passou de seis horas e meia para oito horas diárias, segundo o SindMotoristas. Representantes dos trabalhadores e das empresas discutem essas questões desde o ano passado.

A audiência de conciliação aconteceu depois de um pedido da Prefeitura de São Paulo à Justiça do Trabalho para que fossem garantidos 100% da frota de ônibus nos horários de pico durante a greve e ao menos 80% no restante do dia.

A ação ainda previa uma multa diária de R$ 1 milhão caso o sindicato não cumprisse essas exigências e proibição de bloqueios de ônibus em garagens, vias públicas e terminais.

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