Durante coletiva à imprensa, o secretário de Polícia Militar do Rio de Janeiro (PMRJ), coronel Marcelo de Menezes, defendeu a legalidade da operação integrada das forças de segurança realizada na capital fluminense, que resultou na morte de 121 pessoas — entre elas, quatro agentes de segurança.
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O secretário rebateu as acusações de chacina nos complexos da Penha e do Alemão. Ele reforçou que a operação que ocorreu na última terça-feira, 28, seguiu protocolos operacionais e planejamento estratégico de inteligência.
“Quem está dizendo que foi chacina foi você”, disse Menezes, ao se dirigir a um jornalista. “Essas pessoas morreram em confronto com agentes da lei, depois de atirarem contra os policiais — tiraram a vida de quatro e feriram mais 12. É importante que isso fique claro.”
Segundo o secretário da PMRJ, a operação teve como foco desarticular núcleos do Comando Vermelho que atuam nos complexos da Penha e do Alemão, regiões dominadas por facções criminosas.
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Menezes afirmou que a prioridade das forças de segurança foi preservar vidas e garantir a proteção da população civil. Ressaltou, entretanto, que “a reação armada dos criminosos impôs confronto direto”.
Operação no Rio de Janeiro

De acordo com o balanço oficial divulgado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, 121 pessoas foram mortas durante a ação, incluindo quatro policiais. A corporação informou que, até sexta-feira 31, 99 corpos haviam sido identificados.
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Entre os mortos, 42 tinham mandados de prisão abertos e 78 possuíam extenso histórico criminal, conforme detalhou o secretário de Polícia Civil fluminense, Felipe Curi. O levantamento aponta ainda que 39 vítimas eram de outros Estados, incluindo Pará, Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Mato Grosso e Espírito Santo.
“Ainda não é possível determinar se os mandados de prisão foram expedidos nesta operação ou anteriormente”, explicou Curi. “Mas a presença de foragidos e criminosos de outros estados indica a amplitude da rede criminosa em atuação no Rio.”
Prisões, foragidos e apreensões
Além das mortes, a operação resultou em 113 prisões, todas mantidas depois de audiências de custódia. Entre os detidos está o operador financeiro de Edgar Alves de Andrade, o Doca, apontado como um dos principais chefes do Comando Vermelho ainda em liberdade.
Segundo o secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, Victor Santos, a prisão do operador, junto com a apreensão de HDs e documentos financeiros, deve abrir novas frentes de investigação sobre lavagem de dinheiro e movimentações internacionais da facção.
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“A apreensão desse material será crucial para rastrear fluxos financeiros ilícitos e identificar eventuais conexões fora do país”, afirmou Santos.
O governo estadual confirmou que o policiamento nas regiões da Penha e do Alemão permanece reforçado. A Secretaria de Polícia Militar informou que novas fases da operação estão sendo planejadas, com foco em prisões de lideranças remanescentes e desarticulação de rotas de tráfico de armas e drogas.
Com o principal alvo, Doca, ainda foragido, as forças de segurança afirmam que a ofensiva vai continuar até a prisão dos chefes do Comando Vermelho e o desmantelamento completo da estrutura criminosa que opera na capital fluminense e no interior do Estado.
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Pseudo. Jornalista , mão estuda coloca nomes no que não sabe . Quer julgar na pergunta . É o fim da mídia real