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PM matou quem reagiu 'contra agentes da lei’, diz secretário

Ação nas comunidades da Penha e do Alemão resultou em 121 mortes; corporação confirma que a operação seguiu protocolos e foi baseada em inteligência policial

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Agente do Batalhão de Operações Policiais Especiais da Polícia Militar do Rio de Janeiro, em ação em viela de uma favela carioca | Foto: Reprodução/X/@BOPE_PMERJ

Durante coletiva à imprensa, o secretário de Polícia Militar do Rio de Janeiro (PMRJ), coronel Marcelo de Menezes, defendeu a legalidade da operação integrada das forças de segurança realizada na capital fluminense, que resultou na morte de 121 pessoas — entre elas, quatro agentes de segurança. 

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O secretário rebateu as acusações de chacina nos complexos da Penha e do Alemão. Ele reforçou que a operação que ocorreu na última terça-feira, 28, seguiu protocolos operacionais e planejamento estratégico de inteligência.

“Quem está dizendo que foi chacina foi você”, disse Menezes, ao se dirigir a um jornalista. “Essas pessoas morreram em confronto com agentes da lei, depois de atirarem contra os policiais — tiraram a vida de quatro e feriram mais 12. É importante que isso fique claro.”

Segundo o secretário da PMRJ, a operação teve como foco desarticular núcleos do Comando Vermelho que atuam nos complexos da Penha e do Alemão, regiões dominadas por facções criminosas. 

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Menezes afirmou que a prioridade das forças de segurança foi preservar vidas e garantir a proteção da população civil. Ressaltou, entretanto, que “a reação armada dos criminosos impôs confronto direto”.

Operação no Rio de Janeiro

Membros da unidade especial da Polícia Militar patrulham uma rua durante uma operação policial contra o tráfico de drogas na favela da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro, Brasil, em 28 de outubro de 2025 | Foto: Reuters/Aline Massuca

De acordo com o balanço oficial divulgado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, 121 pessoas foram mortas durante a ação, incluindo quatro policiais. A corporação informou que, até sexta-feira 31, 99 corpos haviam sido identificados.

Leia também: “Territórios sequestrados”, reportagem de Isabela Jordão e Uiliam Grizafis publicada na Edição 294 da Revista Oeste

Entre os mortos, 42 tinham mandados de prisão abertos e 78 possuíam extenso histórico criminal, conforme detalhou o secretário de Polícia Civil fluminense, Felipe Curi. O levantamento aponta ainda que 39 vítimas eram de outros Estados, incluindo Pará, Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Mato Grosso e Espírito Santo.

“Ainda não é possível determinar se os mandados de prisão foram expedidos nesta operação ou anteriormente”, explicou Curi. “Mas a presença de foragidos e criminosos de outros estados indica a amplitude da rede criminosa em atuação no Rio.”

Prisões, foragidos e apreensões

Além das mortes, a operação resultou em 113 prisões, todas mantidas depois de audiências de custódia. Entre os detidos está o operador financeiro de Edgar Alves de Andrade, o Doca, apontado como um dos principais chefes do Comando Vermelho ainda em liberdade.

Segundo o secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, Victor Santos, a prisão do operador, junto com a apreensão de HDs e documentos financeiros, deve abrir novas frentes de investigação sobre lavagem de dinheiro e movimentações internacionais da facção.

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“A apreensão desse material será crucial para rastrear fluxos financeiros ilícitos e identificar eventuais conexões fora do país”, afirmou Santos.

O governo estadual confirmou que o policiamento nas regiões da Penha e do Alemão permanece reforçado. A Secretaria de Polícia Militar informou que novas fases da operação estão sendo planejadas, com foco em prisões de lideranças remanescentes e desarticulação de rotas de tráfico de armas e drogas.

Com o principal alvo, Doca, ainda foragido, as forças de segurança afirmam que a ofensiva vai continuar até a prisão dos chefes do Comando Vermelho e o desmantelamento completo da estrutura criminosa que opera na capital fluminense e no interior do Estado.

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1 comentário
  1. Luiz fernando Chalet ferreira
    Luiz fernando Chalet ferreira

    Pseudo. Jornalista , mão estuda coloca nomes no que não sabe . Quer julgar na pergunta . É o fim da mídia real

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