O Estado de São Paulo já soma 57 pessoas presas em 2025 por envolvimento na venda irregular de bebidas alcoólicas. Somente nesta terça-feira, 14, as autoridades detiveram seis pessoas durante uma operação da Polícia Civil que investiga casos de adulteração e falsificação com o uso de metanol.
O governo paulista mantém um gabinete de crise para coordenar as ações de enfrentamento à contaminação. Segundo o balanço mais recente da Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP), divulgado na segunda-feira 13, há 28 casos confirmados de intoxicação e cem em investigação. Especialistas descartaram outras 246 suspeitas. Nesta semana, o governo começou a publicar boletins sobre os casos às segundas, às quartas e às sextas-feiras.
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São Paulo tem rede criminosa como alvo de apurações
A operação desta terça-feira teve como alvo principalmente uma rede criminosa que adulterava e falsificava bebidas alcoólicas em diversas cidades paulistas. Assim, agentes cumpriram 20 mandados de busca e apreensão em endereços na capital, em Santo André, Poá, São José dos Campos, Santos e Guarujá, bem como Presidente Prudente e Araraquara. Além disso, os policias prenderam uma pessoa em flagrante por porte ilegal de armas.
Sob o nome de Poison Source (Fonte de Veneno), a ação começou com a prisão, em 3 de outubro, de um dos maiores falsificadores do país. Desde então, as fiscalizações vêm ganhando maior força. Sob a coordenação do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), por meio da 1ª Delegacia de Investigações sobre Furtos e Roubos de Veículos (Divecar), a operação mobilizou aproximadamente 150 policiais civis.
O Procon-SP também participou da ação e fiscalizou seis estabelecimentos que comercializam bebidas em Santos e São José dos Campos. Em três deles, os servidores encontraram irregularidades, mas nenhuma com relação à venda de bebidas adulteradas.
Leia também: “Falsificação escancarada”, reportagem de Artur Piva publicada na Edição 291 da Revista Oeste
A força-tarefa do gabinete de crise reúne membros das secretarias da Saúde, Segurança Pública, Fazenda e Justiça, bem como das pastas de Desenvolvimento Econômico e Comunicação e das vigilâncias sanitárias municipais. Entre as medidas estão a interdição de comércios suspeitos e o recolhimento de garrafas para perícia.
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