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Saiba quem são os alvos de operação que prendeu o diretor da Agência Nacional de Mineração

Ação investiga pagamento de propina e bloqueia R$ 1,5 bilhão em bens

mineração
PF cumpre 79 mandados de busca e apreensão, 22 mandados de prisão preventiva, afastamento de servidores públicos, bloqueio/sequestro de ativos no valor de R$ 1,5 bilhão e suspensão das atividades das empresas envolvidas na organização | Foto: Divulgação / Polícia Federal

A Polícia Federal (PF) cumpriu, nesta quarta-feira, 17, 22 mandados de prisão temporária e 79 de busca e apreensão. Entre os presos estão o delegado da PF em Minas Gerais, Rodrigo de Melo Teixeira, e o diretor da Agência Nacional de Mineração (ANM), Caio Mario Seabra. Teixeira é suspeito de ser sócio de uma empresa de mineração beneficiada pelo esquema.

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A operação apura a atuação de uma organização criminosa que fraudava licenças ambientais. Segundo as investigações, o grupo pagava propina a agentes públicos em diferentes níveis de governo. A Justiça Federal determinou o bloqueio de bens e valores no total de R$ 1,5 bilhão.

Rede de corrupção na mineração

O inquérito, aberto em 2020, revela que o grupo corrompeu servidores da ANM, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, da Fundação Estadual do Meio Ambiente de Minas e da Secretaria de Estado do Meio Ambiente.

Segundo a PF, mais de R$ 3 milhões foram pagos em propina. Além disso, alguns investigados recebiam mesada para favorecer interesses da organização.

Em nota, a ANM afirmou que tomou conhecimento da operação pela imprensa.

“Até o momento, não houve comunicação oficial à Agência sobre eventuais medidas envolvendo servidores ou dirigentes”, disse a instituição.”A ANM reitera seu compromisso com a legalidade, a transparência e a colaboração com as autoridades, sempre que formalmente demandada, observando o devido processo legal e a continuidade dos serviços regulatórios.”

Alvos da operação em Minas Gerais

  • Alan Cavalcante do Nascimento – apontado como chefe do grupo criminoso.
  • Caio Mario Seabra – diretor da ANM desde 2020, advogado especialista em Direito Ambiental. Teve nomeação aprovada pelo Senado em 2023.
  • João Alberto Paixão Lages – sócio de Alan e articulador do esquema. Foi suplente na Assembleia Legislativa de Minas (2015-2016) e secretário nacional de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura (2013-2014).
  • Rodrigo de Melo Teixeira – delegado da PF-MG, suspeito de integrar empresa de mineração ligada ao esquema. Exerceu cargos na Defesa Social de Minas, na Fundação Estadual do Meio Ambiente, na Superintendência da PF e na Prefeitura de Belo Horizonte.
  • Breno Esteves Lasmar – diretor-geral do Instituto Estadual de Florestas (IEF). Já atuou em cargos de gestão ambiental na Semad e na Feam.
  • Fernando Benício de Oliveira Paula – membro do Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam) e conselheiro da ONG Zeladoria do Planeta.
  • Fernando Baliani da Silva – diretor de Gestão Regional da Feam, ex-presidente da Câmara de Atividades Industriais (2023).
  • Helder Adriano de Freitas – sócio de Alan na mineradora Gutesiht, apontado como articulador com servidores e órgãos ambientais.

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1 comentário
  1. IVAN SEVERO DA SILVA
    IVAN SEVERO DA SILVA

    Investigar o Adélio não dava dinheiro.
    Delegado safado

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