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Saiba quais são os postos de gasolina supostamente ligados ao PCC

Estabelecimentos ficam em Goias e em São Paulo

Rebelião promovida pelo PCC, uma das maiores facções criminosas do mundo | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons
Postos de gasolina viraram instrumento de lavagem de dinheiro do PCC | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

A Receita Federal e a Justiça de São Paulo identificaram 19 postos de combustíveis que, segundo as investigações da Operação Carbono Oculto, teriam ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). A ofensiva, considerada a maior já realizada contra a facção, revelou que a quadrilha usava uma rede com mais de mil estabelecimentos para lavar dinheiro.

De acordo com os documentos judiciais, os postos recebiam recursos ilícitos em espécie ou por meio de máquinas de cartão, que depois eram direcionados para contas controladas pela organização criminosa.

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Postos atribuídos a Armando Hussein Ali Mourad

Sete unidades estão registradas em nome de Armando Hussein Ali Mourad, irmão de Mohamad Hussein Mourad, apontado como líder do esquema. A Justiça o descreve como peça central na expansão do grupo e na blindagem patrimonial do PCC.

  • Auto Posto Vini Show – Senador Canedo (GO);
  • Auto Posto Dipoco – Catalão (GO);
  • Posto Santo Antônio do Descoberto – Santo Antônio do Descoberto (GO);
  • Posto Futura JK – Jataí (GO);
  • Posto Futura Niquelândia – Niquelândia (GO);
  • Auto Posto Parada 85 – Goiânia (GO); e
  • Auto Posto da Serra – Morrinhos (GO).

Fraudes e adulteração de combustível

Dois postos pertencem a Luciane Gonçalves Brene Motta de Souza e Alexandre Motta de Souza, acusados de integrar o esquema de Mourad. Ambos são citados por fraudes em bombas e adulteração de combustível:

  • Auto Posto Conceição – Campinas (SP);
  • Auto Posto Boulevar XV São Paulo – Praia Grande (SP); e
  • Rede Boxter.

Quatro estabelecimentos são relacionados a Renan Cepeda Gonçalves, considerado “peça-chave” da organização por sua ligação com a Rede Boxter. Na Receita, aparecem em nome de Tharek Majide Bannout, também alvo da operação.

  • Auto Posto Yucatan – Arujá (SP);
  • Auto Posto Azul do Mar – São Paulo (SP);
  • Auto Posto Hawai – Guarulhos (SP); e
  • Auto Posto Maragogi – Guarulhos (SP).

Laranjas e adulteração

Outros postos listados pela Justiça incluem:

  • Auto Posto Texas, de Catanduva (SP), em nome de Gustavo Nascimento de Oliveira, acusado de atuar como laranja do grupo de Mourad;
  • Auto Posto Bixiga, no centro de São Paulo, usado para recebimento de metanol em fraudes de adulteração;
  • Auto Posto S3 Juntas, na capital paulista, atribuído a Ricardo Romano, apontado por lavar dinheiro para o PCC;
  • Auto Posto S-10, em nome de José Carlos Gonçalves, conhecido como Alemão, descrito como financiador do tráfico. Na Receita, o posto aparece ligado à ACL Holding; e
  • Auto Posto Elite de Piracicaba, oficialmente em nome de Pedro Furtado Gouveia Neto, mas citado como parte do patrimônio de Armando Mourad. Gouveia Neto também figura como dono do Auto Posto Moska.

Estabelecimentos ainda em atividade

Apesar da investigação, ao menos quatro postos continuavam funcionando até a tarde da quinta-feira 28:

  • Auto Posto Texas – Catanduva (SP);
  • Auto Posto Elite – Piracicaba (SP);
  • Auto Posto Yucatan – Arujá (SP); e
  • Auto Posto em Sumaré (SP).

O Auto Posto Bixiga, na região central da capital paulista, encontrava-se fechado. A Receita afirmou que não comenta procedimentos em andamento.

Ministro da Justiça comenta operação contra o PCC

Segundo o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, a migração do crime organizado para a legalidade é um fenômeno não apenas nacional, mas global. “Para combater não basta apenas uma operação”, disse em coletiva de imprensa. “É preciso uma atividade integrada de todos os órgãos, sobretudo aqueles que trabalham com inteligência.”

Cerca de mil postos de combustíveis vinculados ao grupo movimentaram R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024 — apenas 20 tiveram os nomes citados. Uma fintech que atuava como banco paralelo da organização, por exemplo, movimentou sozinha mais de R$ 45 bilhões não rastreáveis no período.

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1 comentário
  1. Plínio de Assis Tavares Junior
    Plínio de Assis Tavares Junior

    A polícia civil de SP é que iniciou a operação.O ministro está pegando carona. Parece que o filho dele é advogado da máfia.

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