O nível do Rio Acre, neste sábado, 27, aumentou quase quatro metros em menos de 24 horas, por causa das fortes chuvas no Estado entre quinta-feira 25 e sexta-feira 26. Somente na sexta-feira, a capital Rio Branco registrou 171 milímetros de chuva. No interior, Brasileia teve quase 250 milímetro nas 48 horas anteriores à manhã de sábado. São duas das cidades pelas quais o rio passa.
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A alta levou o manancial a ultrapassar a cota de transbordamento em Rio Branco. O rio atingiu 14,03 metros, depois de registrar pouco mais de 10 metros no mesmo horário do dia anterior. O avanço é considerado atípico para o período.
A marca de 14 metros corresponde ao limite máximo de alerta adotado na capital acreana, a partir do qual cresce o risco de inundação de bairros localizados às margens do rio. Trata-se do segundo episódio de transbordo em um intervalo inferior a um ano.
Cenário igual foi observado em março. O movimento de alta contrasta com o comportamento recente do manancial, que havia apresentado forte recuo dias antes.
A Defesa Civil estadual relaciona a subida acelerada ao volume excepcional de chuvas no rio, somado à elevação do nível do Riozinho do Rola, um dos principais afluentes do Rio Acre.
“O volume de chuva já ultrapassou a média de dezembro em regiões do Acre, como Rio Branco e Capixaba, e a Defesa Civil intensifica o monitoramento de áreas de risco e igarapés”, declarou o órgão.
Cheias no Acre
Em Rio Branco, igarapés transbordaram e houve alagamentos em diferentes pontos da cidade, desbarrancamentos, queda de postes, danos a imóveis e abertura de buracos em vias públicas.
Até 26 de dezembro, Rio Branco acumulou 586,3 milímetros de chuva no mês. O índice é 118,4% superior ao esperado para todo o mês. Mesmo com céu encoberto e sem precipitação no início da manhã de sábado, a previsão indicava pancadas à tarde e possibilidade de temporal à noite, o que mantém o cenário de atenção.
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Moradores de áreas mais próximas ao leito do rio demonstram preocupação com a velocidade da cheia e o risco de a água atingir as residências antes da virada do ano. Além da possibilidade de alagamento, há receio quanto ao aparecimento de animais peçonhentos deslocados pela subida do nível do manancial, o que tem alterado a rotina de muitas famílias.
O avanço das águas também é monitorado no interior do estado. Em Brasileia, o Rio Acre registrava 8,38 metros na manhã deste sábado, reflexo das chuvas intensas dos últimos dias tanto no município quanto nas regiões de cabeceira. A Defesa Civil do Acre acompanha a situação de forma permanente, diante da possibilidade de nova elevação.
Os órgãos de proteção civil mantêm equipes em sala de situação e avaliam a aplicação dos planos de contingência. A orientação é de vigilância, especialmente porque, segundo a Defesa Civil, os três primeiros meses do ano concentram as maiores cheias do Rio Acre.






































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