Uma réplica do 14-Bis, avião criado por Alberto Santos Dumont, ficou destruída durante uma homenagem aos 120 anos do voo histórico realizado pelo brasileiro em Paris. O incidente ocorreu no último fim de semana, na Academia da Força Aérea (AFA), em Pirassununga, interior de São Paulo, durante uma apresentação acompanhada pela Esquadrilha da Fumaça.
A estrutura era conduzida pelo paraquedista Luigi Cani, que saltou com sucesso antes de a réplica ser desacoplada de um balão de 25 metros de altura. Sem sustentação, o aeroplano despencou e acabou destruído no solo. Um helicóptero foi acionado para recolher os destroços.
Receba nossas atualizações
+ Leia mais notícias do Brasil em Oeste
Vídeos divulgados pelo site especializado AeroJota mostraram quando a estrutura foi içada pela aeronave. Em uma das publicações, o portal afirmou que “o 14-Bis, quando foi desacoplado do balão, ele não voou. Despencou como um pombo sem asa”. As imagens provocaram críticas nas redes sociais, sobretudo pela destruição da réplica construída para a homenagem.
Cani, contudo, sustentou que o desfecho já era esperado. “Não tinha como pousar sem ter impacto. Era só uma réplica e foi a segunda que eu construí e depois destruí”, disse ao jornal O Estado de S. Paulo. “Faz parte do projeto em que estamos trabalhando.”
O paraquedista afirmou ainda que o objetivo principal da ação era produzir imagens para um documentário sobre Santos Dumont, previsto para outubro, quando serão celebrados os 120 anos do voo realizado em Paris.
“Quebramos sim [a réplica], feita com meu trabalho, com meu dinheiro, e vamos quebrar mais”, declarou. “Dumont também construiu e destruiu protótipos antes de chegar ao 14-Bis.”
Segundo Cani, a construção da réplica consumiu cerca de cinco meses, incluindo o processo para obtenção das licenças necessárias. O atleta, que possui 11 recordes mundiais, já participou de outras homenagens ligadas ao inventor brasileiro.

A Força Aérea Brasileira (FAB) informou que atuou apenas como parceira na homenagem, ao ceder o espaço e as aeronaves da Esquadrilha da Fumaça. A FAB ressaltou que tanto a réplica quanto a apresentação com o balão foram organizadas exclusivamente por Cani e sua equipe.
Em publicação oficial, a corporação classificou a apresentação como “um voo inédito com uma réplica do 14-Bis acoplada a um balão”. O material divulgado pela FAB, entretanto, não incluiu o momento da queda.
Homenagem do governo Lula a Santos Dumont apresentava distorções
Outra controvérsia recente envolveu homenagens a Santos Dumont. Um selo comemorativo pelos 152 anos de nascimento do inventor lançado pela Agência Espacial Brasileira (AEB) e pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação recebeu críticas por apresentar erros históricos na representação do 14-Bis.
O especialista em aviação Lito Souza criticou a imagem divulgada. “Mudaram o rosto do Santos Dumont. Que raio de avião é esse aí? Fizeram o avião ao contrário”, afirmou. Segundo ele, o modelo exibido trazia a hélice na posição errada e distorções nas asas da aeronave.
Diante da repercussão, a AEB admitiu o erro e publicou uma errata nas redes sociais. A agência reconheceu que utilizou uma imagem gerada por inteligência artificial e declarou que a representação apresentou “inconsistências históricas” na estrutura e nas proporções do 14-Bis.
Projetado por Santos Dumont, o 14-Bis — apelidado de Oiseau de Proie (“Ave de Rapina”) — realizou em 23 de outubro de 1906, no Campo de Bagatelle, em Paris, aquele que é considerado o primeiro voo público documentado e homologado de uma aeronave mais pesada que o ar.
Leia também: “23 de outubro na História: Santos Dumont voa pela primeira vez com o 14-Bis“





































É evidente que este rapaz (Coni) não tem a mínima noção de engenharia aeronáutica ou de física , construiu uma geringonça , pendurou num balão e soltou do alto , talvez ele esperasse planar ( se é que sabe o que é isso)
Que palhaçada. A Aeronáutica repetiu o vexame que a Marinha deu na comemoração de 500 anos do descobrimento do Brasil ao construir uma réplica mambembe da nau capitânia de Cabral. Tão irreal que tinha até um motor, e nem assim conseguiu navegar. O grande mérito do 14Bis foi erguer-se e voar com seus próprios meios, sem catapultas, sem nada, só no seu motor. Que “homenagem” mais esquisita. Levanta uma réplica em um helicóptero e fazem despencar lá de cima. Não tem nada de minimamente parecido com o 14Bis. Padrão FFAA.