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Relatório do FBI conclui que Patrícia Lélis cometeu fraude eletrônica e roubo de identidade

Documento de 12 páginas tornou a jornalista ré por crimes que causaram prejuízo de R$ 3,4 milhões a imigrantes

Patrícia Lelis
Patrícia teria organizado um esquema sofisticado para enganar os clientes | Foto: Reprodução/Instagram

Para o Federal Bureau of Investigation (FBI), a jornalista de esquerda Patrícia Lélis cometeu os crimes de fraude eletrônica, transação monetária ilegal e roubo de identidade agravado. As acusações foram formalizadas em um relatório de 12 páginas, tornando a brasileira ré pelos delitos descobertos na investigação conduzida pelos agentes norte-americanos.

As informações foram divulgadas pelo portal Metrópoles nesta quinta-feira, 4. O FBI apurou trocas de e-mail desde 22 de setembro de 2021 até 30 de maio de 2023, incluindo as transferências bancárias para Patrícia. Ao todo, ela teria causado prejuízos de US$ 700 mil, o equivalente a R$ 3,4 milhões a seus clientes.

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O relatório também descreve as denúncias contra a jornalista, seu método para cometer os crimes, o destino do dinheiro obtido e a cronologia dos golpes.

Segundo o FBI, ela se passava por uma advogada de imigração para conseguir vistos permanentes para brasileiros, chegando até a falsificar documentos. A militante usou o nome e a assinatura de um advogado conhecido, além de “indicar” um juiz de imigração para dar andamento aos processos das vítimas.

As investigações mostraram que Patrícia agia para financiar seu estilo de vida, usando o dinheiro dos investidores norte-americanos para comprar uma casa no condado de Arlington, no Estado da Virginia, Estados Unidos; reformar seu banheiro e pagar suas dívidas de cartão de crédito.

Clique na imagem abaixo para visualizar trechos do documento do FBI

Documento de investigação contra a jornalista | Foto: Reprodução/Metrópoles
Documento assinado pela promotoria dos Estados Unidos | Foto: Reprodução/Metrópoles
Tradução livre: “Era do propósito e o objetivo do esquema que a acusada enriquecesse e financiasse seu estilo de vida às custas de investidores imigrantes e outros.” | Foto: Reprodução/Metrópoles

Tradução livre: De forma consciente e intencional Patrícia Lélis elaborou um esquema para obter dinheiro por meio de informações materialmente falsas e fraudulentas, fazendo declarações falsas e investimentos […] Lélis mentiu sobre suas qualificações profissionais e interações com os Estados Unidos, agências governamentais, tribunais e funcionários, e transações financeiras deturpadas, supostamente conduzida em nome de seus clientes, ao mesmo tempo em que se apropria indevidamente de fundos de investidores para seu benefício pessoal” | Foto: Reprodução/Metrópoles

Cronograma de movimentações e transações de Patrícia Lélis | Foto: Reprodução/Metrópoles

Patrícia Lélis está foragida há quase três meses

Patrícia Lélis está foragida do FBI há 83 dias. Ela entrou na mira da Justiça dos Estados Unidos depois de ser acusada de diversos crimes, como fraude eletrônica e roubo de identidade agravado.

Patrícia foi diagnosticada como mitomaníaca por um laudo pericial. Trata-se de um transtorno psicológico que faz com que o portador seja um mentiroso compulsivo.

Leia também: “Procurada pelo FBI, Patrícia Lélis morava em casa avaliada em R$ 4,3 milhões”

Ela era amiga de Janaína de Toledo, autora da ação. Contudo, depois do rompimento da relação, Patrícia teria começado a fazer comentários ofensivos, mentirosos e até caluniosos sobre a ex-amiga.

Ela pode ter deixado escapar sua localização atual. Em vídeo divulgado pela própria jornalista, é possível ver sua localização no canto inferior da tela. A imagem foi gravada em 16 de janeiro.

Leia também: “Patrícia Lélis acumula derrotas na Justiça”

No vídeo, Patrícia Lélis grava a tela do seu celular, em que é possível ver informações sobre a temperatura e o local onde o aparelho está, chamado Cuauhtémoc, no México. O internauta duvidou que uma suposta troca de mensagens entre Patrícia Lélis e um comentarista político norte-americano fosse real.

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