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Receita Federal diz que PCC controla pelo menos 40 fundos com patrimônio superior a R$ 30 bilhões

Lavagem de dinheiro envolvia mercado financeiro, usinas, postos e importadoras em 10 Estados

Imagem do prédio da Receita Federal
As autoridades investigam também o Grupo Aster/Copape, que possui usinas e redes de postos operados pela facção | Foto: Agência Brasil/Marcelo Camargo

A Receita Federal, que participou da megaoperação deflagrada nesta quinta-feira, 28, contra o Primeiro Comando da Capital (PCC), identificou pelo menos 40 fundos de investimento com patrimônio de R$ 30 bilhões controlados pela facção criminosa. Os recursos eram operados por infiltrados na Faria Lima, em São Paulo, com a função de ocultar patrimônio por meio de estruturas sofisticadas no mercado financeiro.

Os auditores revelam que esses fundos, todos fechados e com cotista único, eram frequentemente compostos de outros fundos, criando um sistema de camadas para dificultar o rastreamento do dinheiro.

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Segundo a Receita, o grupo criminoso utilizou os fundos para adquirir centenas de ativos. A lista inclui seis fazendas no interior paulista avaliadas em R$ 31 milhões, uma residência em Trancoso (BA) comprada por R$ 13 milhões, além de quatro usinas produtoras de etanol, duas em fase de aquisição, e um terminal portuário.

O esquema também permitiu a compra de 1,6 mil caminhões destinados ao transporte de combustíveis e mais de cem imóveis espalhados pelo país. Os fundos ainda financiaram importadoras ligadas à compra de produtos como nafta, hidrocarbonetos e diesel no exterior.

Esses insumos abasteciam uma rede de mais de mil postos de combustíveis que atuavam em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e outros sete Estados do país.

Receita revela papel de fintech e empresas no esquema de lavagem

A investigação destacou que uma das principais fintechs envolvidas, o BK Bank, movimentou R$ 46 bilhões em recursos não rastreáveis. Segundo a Receita, a fintech funcionava como um “banco paralelo” da organização criminosa.

As autoridades investigam também o Grupo Aster/Copape, que possui usinas e redes de postos operados pela facção. O fundo Reag está sob apuração por ter participado da compra de empresas e da blindagem do patrimônio de membros do PCC.

De 2020 a 2024, os postos sob investigação movimentaram R$ 52 bilhões. Apesar do volume expressivo, os tributos recolhidos foram baixos e incompatíveis com a atividade. Só em autuações, a Receita já cobrou mais de R$ 891 milhões.

Lojas de conveniência, padarias e administradoras de postos entraram no radar da investigação por envolvimento no esquema. Os investigadores suspeitam que esses estabelecimentos recebiam dinheiro vivo ou pagamentos por maquininhas para lavar recursos da facção.

+ Leia também: “Megaoperação com 1,4 mil agentes ataca fraude do PCC no setor de combustíveis”

Cerca de 140 postos funcionavam de maneira ainda mais suspeita. Eles não registraram nenhuma operação no período, mas receberam mais de R$ 2 bilhões em notas fiscais de combustíveis. Para os auditores, esses estabelecimentos simulavam compras para ocultar transferências ilegais.

5 comentários
  1. Christian
    Christian

    Encontrar este meliantes deixou de ser o mais difícil… Já a Justiça soltá-los, passou a ser o mais fácil…

  2. Luiz fernando Chalet ferreira
    Luiz fernando Chalet ferreira

    O crime organizado já é um Estado pujante , com leis e divisas geográficas . Não poderia deixar de ter uma economia forte e bem administrada . Suas decisões interferem na governabilidade , dentro do próprio país

  3. Sergio Dutra Vianna
    Sergio Dutra Vianna

    Tomara que prendam todos os envolvidos. Mas o foco agora é a fraude do INSS. VAMOS ATÉ O FIM. NÃO VAMOS PARAR ATÉ PRENDER TODOS OS ENVOLVIDOS. Não é, LULA FDP?

  4. Refletindo internamente
    Refletindo internamente

    “infiltrados na faria lima” pq nao dizer que a faria lima é o epicentro e quartel general do PCC? ta com medo é?

  5. Ivan R S Peluso
    Ivan R S Peluso

    Kkkkkk…..acordaram? Não! O esquema que lava o dinheiro da corrupção é o mesmo que lava o dinheiro das quadrilhas. Isso é antigo.

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