O governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), decretou estado de calamidade pública neste sábado, 8, em Rio Bonito do Iguaçu, no centro-sul do Estado, depois do tornado que destruiu cerca de 90% das casas e comércios e deixou seis mortos.
“Desde os primeiros relatos, mobilizamos equipes do interior e da capital para atender os desabrigados”, disse o governador. “Acionamos hospitais, ambulâncias e reforçamos o efetivo com tropas de Londrina e Cascavel”.
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Segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná, os ventos chegaram a 250 km/h. O tornado foi reclassificado de F2 para F3 na escala Fujita. Além das seis mortes, uma pessoa segue desaparecida e 430 ficaram feridas — nove em estado grave.
Ratinho Junior disse que o decreto agiliza a liberação de recursos e a reconstrução. “Determinei à Cohapar que elabore estratégias para as moradias e estamos preparando alojamentos para as famílias”, afirmou.
Outras medidas
O decreto permite medidas emergenciais, como dispensa de licitações e mobilização imediata de verbas. O Estado também conta com um fundo de calamidade administrado pela Defesa Civil.
A ministra Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) e o ministro interino da Saúde, Adriano Massuda, viajaram à região com o diretor do Cenad, Armin Braun. Segundo Gleisi, o governo federal vai auxiliar no levantamento dos danos e no envio de ajuda emergencial.
“Com o decreto em vigor, podemos fornecer cestas básicas, barracas, kits de higiene, cobertores e medicamentos. A Força Nacional do SUS também será acionada”, afirmou. Ela disse ainda que o governo fará o mapeamento da reconstrução e já dispõe de recursos emergenciais para isso.
O tornado no Paraná
O ciclone extratropical que atingiu a região Sul deixou ao menos seis mortos no Paraná na madrugada deste sábado, 8. As áreas oeste, sudoeste e centro-sul do Estado foram afetadas por um tornado.
Em Rio Bonito do Iguaçu, um tornado registrado no fim da tarde de sexta-feira 7 matou quatro pessoas: dois homens, de 49 e 57 anos, uma mulher de 47 e uma adolescente de 14. A quinta vítima é um homem de 60 anos, morador da zona rural de Guarapuava.
Segundo o governo Ratinho Junior (PSD), mais de 400 pessoas foram atendidas por bombeiros e equipes de saúde em Rio Bonito do Iguaçu e cidades próximas. Nove feridos estão em estado grave, e duas pessoas seguem desaparecidas. Parte das vítimas pode estar sob escombros.
A Defesa Civil estima que metade da área urbana de Rio Bonito do Iguaçu foi destruída. Houve queda de árvores e postes, destelhamentos, danos em imóveis e tombamento de veículos. A cidade, com quase 14 mil habitantes, ficou sem energia. Em nota divulgada às 9h, o governo informou que equipes da Copel restabelecem o serviço nas áreas menos atingidas; cerca de 10% do município já havia sido religado.
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O tornado foi provocado por uma supercélula e inicialmente classificado como F2 na escala Fujita, com ventos entre 180 e 250 km/h. O fenômeno foi reavaliado para a escala F3.
A supercélula é o tipo mais severo de tempestade. Forma-se quando correntes de ar quente e úmido sobem e se misturam com ventos frios em altitudes mais altas, criando uma circulação interna chamada mesociclone.
Esse movimento giratório pode gerar tornados, granizo e ventos acima de 100 km/h. Por ser altamente instável, uma supercélula pode durar horas e se deslocar por grandes distâncias.






































Já houve ação efetiva do (10)governo federal em termos de ajuda à região ou só a presença “social” de alguns membros do sistema, preocupados com medidas burocráticas?
Agora há um gravíssimo e triste motivo para a jãnjinåciä sair dançando como faz em momentos de crises e catástrofes.
Graus da escala Fujita vão de zero a 5.