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Quem perde pênalti de cavadinha deveria ser punido pelo clube

Cobrança de penalidade pode mudar a história de um jogo, de um clube, de uma competição e, claro, também dos jogadores envolvidos no lance

Memphis Depay lamenta a perda da penalidade máxima contra o Mirassol, ao tentar uma cavadinha | Foto: Joisel Amaral/Agif/Agência de Fotografia/Estadão Conteúdo
Memphis Depay lamenta a perda da penalidade máxima contra o Mirassol | Foto: Joisel Amaral/Agif/Agência de Fotografia/Estadão Conteúdo

Como diria Mauro “Jassa” Beting, o hair stylist da crônica esportiva brasileira: “Pênalti é algo tão importante no futebol que o presidente do clube deveria bater”.

E é claro que, por mais batido que seja o ditado, ele é verdadeiríssimo!

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Cobrança de penalidade pode mudar a história de um jogo, de um clube, de uma competição e, claro, também dos jogadores envolvidos no lance.

Por isso, cobro que os batedores encarem tal responsabilidade com toda a seriedade necessária para a situação.

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Na hora da cobrança, é corrida sem firulas e chute forte em um dos cantos do goleiro!

Assim, se errar, é mais mérito do arqueiro do que qualquer outra coisa.

Só que o que temos visto por aí é uma displicência irritante na hora das cobranças de penalidades, não é mesmo?

É jogador caminhando até a bola para bater fraquinho, de cavadinha, como se estivesse numa pelada de fim de ano com os amigos em Atibaia.

Como o bom Memphis, no último final de semana, que desperdiçou penalidade de forma bizarra e contribuiu demais para o revés corintiano contra o Mirassol.

Ora, me poupem!

Quem quer brincar que vá ao parque de diversões!

Por que discordo da cavadinha

Quando um atleta escolhe bater um pênalti dessa forma, ele não está apenas assumindo um risco técnico.

Ele está desrespeitando o torcedor, o companheiro de time e até mesmo o faxineiro do clube, que dá duro todo dia por aquele escudo.

Lembro do Sócrates, é verdade, que batia andando, sem pressa, e colocava a bola onde queria.

Mas ele era gênio (por mais que em 1986 não tenha dado certo).

Hoje, tem jogador meia-boca querendo pagar de artista e desperdiçando penalidades em jogos decisivos.

E o pior: depois ainda sai com aquela cara de paisagem, como se nada tivesse acontecido.

Fosse eu presidente de clube, colocava multa no contrato.

Bateu de cavadinha e perdeu?

Um mês de salário doado pra categoria de base!

Aí eu queria ver quem ia bancar o Neymar sem ser o Neymar.

Penalidade é coisa séria, garotada!

É lance que separa campeões de quase-campeões.

E quem não encara o lance desta forma não deve ser escolhido para bater, mesmo que seja o “dono” do time.

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1 comentário
  1. Fernando de Souza Dantas
    Fernando de Souza Dantas

    Com todo respeito a Milton Neves, sobre como surgiu a frase sobre penalty ser cobrado pelo presidente do clube, tentou-se por muito tempo atribuir a mesma a Nenem Prancha, o “Filósofo do Futebol”.
    Mas ele esclareceu que: “O que eu falei é que o pênalti é tão fácil que até o presidente pode bater.”

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