A semana começou com o aparecimento da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) no noticiário policial. Na segunda-feira 23, uma professora da instituição foi presa por agentes da Polícia Federal (PF) sob a suspeita de furtar material biológico do laboratório de virologia e biotecnologia. A Justiça Federal, entretanto, concedeu liberdade provisória à docente na terça-feira 24.
De acordo com a PF, a prisão ocorreu em flagrante. Ainda segundo a corporação, a direção da Unicamp foi a responsável por divulgar a suspeita de que conteúdos estavam sendo subtraídos. Não há detalhes do que foi alvo das ações de furto.
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A professora, que chegou a ser presa mas que agora responde em liberdade, é Soledad Palameta Miller. Ela é argentina e, conforme seu perfil no LinkedIn, presta serviços para a Unicamp desde agosto de 2014, sempre na área de biologia.
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“Prezando pela segurança jurídica e pelo sigilo dos atos processuais, limitaremos nossas manifestações ao âmbito judicial”, afirmou a defesa dela. “Em respeito ao devido processo legal.”
Os trabalhos de Soledad no Brasil já foram além da Unicamp. De 2017 a 2022, ela integrou o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM).
“Atuação na área de biotecnologia e imunoterapia do câncer”, afirma a professora argentina, sobre o seu trabalhho no CNPEM. “Experiência em imunomodulação, vacinas antitumorais, anticorpos imunomodulatórios e engenharia de vetores virais para uso em terapia gênica.”
Unicamp: área de atuação da professora suspeita de furtar material biológico
Com pós-doutorado voltado ao desenvolvimento de vacinas e testes para diagnóstico de doenças aviárias concluído em 2025 na própria Unicamp, a professora suspeita de furtar material biológico descreve, em sua página no site da instituição, quais são as suas principais atribuições e as suas linhas de pesquisa.
Ela enfatiza, por exemplo, exercer função de liderança. “Atualmente coordena o Laboratório de Virologia e Biotecnologia em Alimentos.” De acordo com a professora, isso ocorre “em linhas de pesquisa orientadas a vigilância epidemiológica e desenvolvimento de diagnósticos e terapias relacionadas aos vírus transmitidos por alimentos e água dentro do conceito de One Health.”
Além disso, Soledad é professora da Faculdade de Engenharia de Alimentos da universidade campineira. Antes, na mesma instituição, foi analista no Laboratório Nacional de Biociências.
Antes de se mudar para o Brasil, ela se graduou em biotecnologia pela Universidade Nacional de Rosário, na Argentina. Já em Campinas, cidade do interior paulista com mais de 1 milhão de habitantes, ela concluiu doutorado em ciências na área de fármacos, medicamentos e insumos.






































Fora dos muros, as Universidades parecem centros respeitáveis, de alta densidade intelectual, haja vista a produção científica e os recursos humanos de alta qualidade que usualmente saem de lá. Intramuros, são um antro de inveja, mesquinharia, na qual os supercérebros não tão super assim fazem de tudo para puxar o tapete de quem se destaca. Há departamentos inteiros de sindicâncias e processos administrativos que só tratam de briguinhas de ego e picuinhas. Não duvido nada que essa professora argentina, pelo visto uma pesquisadora de excelência em sua área, tenha sido vítima de uma falsa denúncia, advinda de um(a) colega ciumento(a), fracassado(a) e invejoso(a).
Minha dica a essa professora: em se descobrindo quem fez a denúncia, taca nas pequenas causas pedindo 35 mil de danos morais, senão, o(a) psicopata não vai parar e vai inventar mais e mais denúncias, cada vez mais capciosas e prepósteras.