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Quatro pessoas morrem afogadas no litoral de SP em apenas 10 horas

Corpo de Bombeiros ainda busca dois desaparecidos na manhã deste domingo, 14

pessoas afogadas
Corpo de Bombeiros de São Paulo alerta para o risco de afogamentos | Foto: Reprodução/Freepik

Em um período de dez horas deste sábado, 13, quatro pessoas morreram afogadas no mar do litoral do Estado de São Paulo. O Corpo de Bombeiros ainda busca dois desaparecidos na manhã deste domingo, 14.

Desde janeiro deste ano, 51 pessoas morreram afogadas em praias do litoral de São Paulo. Conforme os bombeiros, com as mudanças climáticas as correntes marítimas estão mais fortes, aumentando o risco para banhistas.

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Com o dia quente em pleno outono, estação de temperaturas mais amenas, milhares de banhistas lotaram as praias desde a manhã de sábado. Segundo o Grupamento de Bombeiros Marítimos do Estado de São Paulo (GBMar), na maioria dos casos as vítimas foram apanhadas por correntes de retorno, correntezas que se formam no refluxo das ondas em direção ao mar. Essas correntes estão mais fortes e trazem maior risco para os banhistas, segundo a corporação.

policiais x banhistas - guarujá
Vista de uma das praias do Guarujá (SP) | Foto: Reprodução/Redes sociais

Cronologia das ocorrências de pessoas afogadas

  • 8h40

Na praia central de Mongaguá, um homem de 57 anos foi socorrido depois de ser arrastado por uma correnteza. Ele foi levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Agenor de Campos, mas não resistiu. A vítima era moradora de Várzea Paulista, região de Jundiaí, no interior paulista.

  • 9h45

Os bombeiros foram acionados para socorrer um homem de 38 anos que se afogava na Praia do Suarão, em Itanhaém. Ele estava na companhia de um filho de 14 anos e de um sobrinho de 13, quando os três foram arrastados por uma corrente de retorno. Os dois adolescentes foram resgatados com vida, ficaram em observação em uma UPA e tiveram alta. O homem, morador de Embu das Artes, na Região Metropolitana de São Paulo, não resistiu.

  • 11h

Um jovem de 22 anos desapareceu no mar depois se afogar na praia do bairro Balneário Maracanã, em Praia Grande. O GBMar foi acionado para realizar as buscas.

  • 12h30

Os bombeiros foram chamados para atender um caso de afogamento na Praia das Pitangueiras, no Guarujá. Retirada da água com parada cardiorrespiratória, a vítima foi submetida a manobras de reanimação, mas não resistiu. O óbito foi confirmado pela equipe médica do Hospital Santo Amaro, para onde a mulher de 40 anos foi levada.

  • 13h

Os guarda-vidas retiraram da água um adolescente de 14 anos que havia caído em uma corrente de retorno no bairro Tupi, na Praia Grande. Ele contou que tinha entrado no mar com um amigo de 13 anos, que não conseguiu sair da água. As buscas foram iniciadas.

Leia também: “Temporal: raio mata idosa e fere 7 pessoas na Praia Grande (SP)”

  • 18h40

Um homem de aproximadamente 40 anos desapareceu no mar quando se banhava na Praia de Maranduba, em Ubatuba. Outros banhistas acionaram os guarda-vidas. O corpo foi encontrado na chamada zona de varrido, local onde as ondas atingem a faixa de areia. Como não havia parentes com ele, o corpo foi levado para o Instituto Médico-Legal (IML).

Desde janeiro deste ano, 51 pessoas morreram por afogamento em praias do litoral paulista, segundo dados do GBMar. Esse total não inclui o jovem de 22 anos e o adolescente de 13 que desapareceram no mar e estão sendo procurados.

De acordo com os bombeiros, várias ocorrências foram atendidas em áreas sinalizadas com placas vermelhas, indicando que o local é perigoso para os banhistas. Pontos da praia onde são frequentes as ondas de retorno também foram sinalizadas com placas.

Bombeiros pedem cuidado

Entre as principais recomendações para evitar afogamentos e sair das ondas de retorno estão, conforme o Corpo de Bombeiros:

  • não entrar no mar em praias sem sinalização;
  • se não souber nadar ou tiver ingerido bebidas alcoólicas, não entre na água;
  • fique com a água do mar abaixo da linha da cintura;
  • se cair em corrente de retorno, nade para o lado mais próximo da areia; e
  • se não conseguir nadar peça socorro e economize energia boiando até a chegada da ajuda.

Revista Oeste, com informações da Agência Estado

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