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Quando o Corinthians terá um presidente à altura de sua grandeza?

Durou pouco a aventura de Augusto Melo na presidência do Timão

Corinthians | Augusto Melo, na cerimônia de posse presidencial | Foto: José Manoel Idalgo/Agência Corinthians
Augusto Melo, na cerimônia de posse presidencial | Foto: José Manoel Idalgo/Agência Corinthians

Durou pouco a aventura de Augusto Melo na presidência do Corinthians.

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Em certos momentos, o clima era de empolgação no Parque São Jorge: a contratação da estrela Memphis Depay, a arrancada no Brasileirão do ano passado e, mais recentemente, a emocionante conquista do Paulistão Sicredi deste ano deram ao torcedor a esperança de novos tempos.

Parecia, enfim, o começo de uma gestão digna do clube mais popular do Sudeste e um dos maiores do Brasil.

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Pesquisas mostram que o Timão tem a maior fatia da torcida no Sudeste | Foto: Reprodução/ Redes sociais

Augusto tinha tudo para marcar seu nome na história alvinegra como o presidente que colocou fim à era desgastada da turma de Andrés (que, se por um lado foi fundamental em momentos cruciais, por outro conduziu o clube, nos últimos anos, com um amadorismo assustador). Mas o que se viu foi um triste desvio de rota.

Em vez de consolidar um legado, Augusto escolheu um caminho nebuloso, agora escancarado com seu indiciamento pela Polícia, acusado de irregularidades na negociação de patrocínio com uma empresa de apostas esportivas.

E o mais triste é que, com um pouco de competência, boa vontade e seriedade, administrar o Corinthians deveria ser quase simples.

Estamos falando do clube com maior potencial econômico do país. Mais até do que o Flamengo, embora isso desagrade os rubro-negros.

Pesquisas mostram que o Timão tem a maior fatia da torcida no Sudeste (20%, contra 15% do clube carioca), justamente na região mais rica e que mais consome futebol no Brasil. Ou seja, o Corinthians poderia e deveria ser dominante no cenário nacional e continental.

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Bastaria uma gestão minimamente profissional, moderna e livre das velhas práticas e vaidades que há anos afundam o clube. Infelizmente, a política alvinegra segue contaminada, movida por interesses pessoais, conchavos e promessas vazias.

E a chegada de um presidente à altura da grandeza do Timão continua sendo apenas um sonho. Revoltante, Timão. Revoltante!

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