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Preso na Bolívia, chefe do PCC é transferido para o Brasil

Criminoso foi transportado sob forte esquema de segurança nesta quarta-feira, 27

Momento da transferência do chefe do PCC da Bolívia para o Brasil | Foto: Reprodução/X/El Deber
Momento da transferência do chefe do PCC da Bolívia para o Brasil | Foto: Reprodução/X/El Deber

Líder do PCC, o traficante Gerson Palermo, conhecido como “Pigmeu”, foi transferido para o Brasil nesta quarta-feira, 27, depois de ser capturado na Bolívia na última terça-feira, 26. Ele foi transportado de avião para Campo Grande (MS), sob forte esquema de segurança.

O jornal boliviano El Deber registrou o momento em que Palermo embarcou na Bolívia.

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A defesa de Palermo não foi localizada. Ao chegar ao Brasil, “Pigmeu” foi conduzido por policiais federais à Superintendência Regional da PF em Mato Grosso do Sul para os procedimentos legais. “Após a chegada ao Brasil, o preso foi conduzido por policiais federais à Superintendência Regional da Polícia Federal em Mato Grosso do Sul para os procedimentos de praxe”, informou a PF. “Concluídas as formalidades legais, ele será encaminhado ao sistema penitenciário federal, onde permanecerá à disposição da Justiça.”

Palermo foi condenado por crimes relacionados ao tráfico internacional de drogas e outros. Foragido desde 2020, o traficante foi encontrado e preso pela polícia boliviana em Cotoca, na região de Santa Cruz de La Sierra, em uma ação de cooperação internacional entre a Polícia Federal brasileira e a Força Especial de Luta contra o Narcotráfico (FELCN) da Bolívia.

Chefe do PCC comprou habeas corpus e fugiu para a Bolívia

O criminoso Gerson Palermo, do PCC, conhecido como Pigmeu | Foto: Reprodução/Redes Sociais
O criminoso Gerson Palermo, do PCC, conhecido como Pigmeu | Foto: Reprodução/Redes sociais

De acordo com a PF, Palermo comprou um habeas corpus concedido em abril de 2020 pelo desembargador Divoncir Schreiner Maran, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, investigado por suspeita de venda de sentenças. Divoncir nega as acusações.

Antes da concessão da prisão domiciliar, Palermo estava preso em regime fechado em Campo Grande desde abril de 2017. Ele havia sido detido pela PF na Operação All In, deflagrada em março daquele ano, quando foram apreendidos 810 quilos de cocaína.

Piloto de avião e apontado como integrante da cúpula do PCC, Palermo rompeu a tornozeleira eletrônica e fugiu poucas horas depois de ser beneficiado pela decisão judicial. Desde então, não havia mais sido localizado.

Sequestro de avião

Palermo acumula 126 anos de pena de prisão por tráfico de entorpecentes e outros crimes — entre as acusações às quais ele já respondeu está o sequestro de um avião da antiga Viação Aérea São Paulo (Vasp) em agosto de 2000, no Paraná. Somente neste caso, Palermo foi condenado a 66 anos de prisão.

Segundo a acusação, o avião, que levava 60 passageiros, havia acabado de decolar do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu com destino a Curitiba quando foi sequestrado. A rota da aeronave foi alterada para Porecatu, no interior do Estado. Ele foi preso uma semana depois do crime, ao andar na Avenida Paulista e usar o mesmo celular utilizado no sequestro da aeronave. Na mochila dele, havia R$ 67 mil que eram de malotes roubados.


Redação Oeste, com informações do Estadão Conteúdo

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2 comentários
  1. Ricardo Fonseca Alves
    Ricardo Fonseca Alves

    Gilmar Mendes já está preparando HC para mais essa vitima da sociedade !

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