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Prefeitura de SP deve retomar aborto legal em Cachoeirinha, manda Justiça

Juíza afirma que gestão municipal descumpriu decisão anterior ao não remanejar atendimentos; ação foi protocolada pelo Psol

Hospital Vila Nova Cachoeirinha: único do serviço municipal a realizar abortos legais em idades gestacionais mais avançadas | Foto: Prefeitura de SP/Divulgação
Hospital Vila Nova Cachoeirinha: único do serviço municipal a realizar abortos legais em idades gestacionais mais avançadas | Foto: Prefeitura de SP/Divulgação

A Justiça paulista determinou que a Prefeitura de São Paulo volte a oferecer o serviço de aborto legal no Hospital Municipal e Maternidade da Vila Nova Cachoeirinha, na zona norte da capital paulista. Cabe recurso. A informação é do jornal Folha de S.Paulo.

A decisão, da juíza Simone Gomes Rodrigues Casoretti, da 9ª Vara de Fazenda Pública do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), foi proferida nesta quarta-feira, 5, no âmbito de uma ação protocolada por parlamentares do Psol.

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Prefeitura deu preferência a cirurgias eletivas

O serviço no Vila Nova Cachoeirinha foi suspenso em dezembro de 2023. A instituição era a única do serviço municipal a realizar abortos legais em idades gestacionais mais avançadas, acima de 22 semanas, conforme o jornal.

A gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) afirmou na época que a paralisação seria em decorrência de cirurgias eletivas com relação à saúde da mulher. A Justiça estabeleceu, no entanto, em caráter liminar, a retomada do serviço. A prefeitura recorreu. 

Uma decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu que a suspensão poderia ser mantida desde que o município oferecesse a possibilidade de encaminhar pacientes para outras unidades de saúde. A medida consistia em dar continuidade à interrupção da gravidez. Ao julgar o mérito do processo, a juíza afirma agora que o serviço de aborto legal “não foi implementado em outros hospitais municipais da forma como vinha sendo prestado”. 

A ação, protocolada pela deputada federal Luciene Cavalcante, pelo deputado estadual Carlos Giannazi e pelo vereador Celso Giannazi, todos do Psol, tem como base ofícios da Defensoria Pública de São Paulo e da ONG Projeto Vivas. Os documentos detalham ao menos 15 casos de meninas e mulheres estupradas que ouviram negativas de hospitais indicados pela prefeitura e procuraram o órgão ou a ONG em busca de ajuda.

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1 comentário
  1. Ricardo Villas
    Ricardo Villas

    Inacreditável a sede de sangue inocênte que essa gente da esquerda possui. Nossa Constituição proibe o aborto mas a prática está em pleno andamento. NÃO HÁ MAIS LEIS NO PAÍS! “Quando virdes uma alma que anuncia o aborto como feito benigno, sabereis que nela reina o príncipe das trevas, e sua eternidade está por hora no livro da morte.”
    São Pio de Pietrelcina.

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