A Prefeitura de Ipojuca (PE) suspendeu por sete dias a licença de funcionamento da barraca envolvida em um episódio de agressão contra dois turistas de Mato Grosso em Porto de Galinhas, ponto turístico que pertence ao município. A medida inclui o pedido de afastamento imediato de todos os garçons e atendentes que atuavam no local.
No sábado 27, Johnny Andrade e seu companheiro, Cleiton Zanatta, foram brutalmente agredidos por comerciantes depois de uma discussão sobre o valor do aluguel das cadeiras de praia.
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Segundo os turistas, um barraqueiro os abordou na chegada e definiu um valor para o serviço de locação. No entanto, na hora de pagar, o vendedor cobrou o dobro. Johnny se recusou a aceitar a cobrança indevida e acabou sendo espancado no local.
“Quando me dei conta, tinham uns dez, quinze em cima da gente, batendo na gente”, informaram os viajantes em suas redes sociais. “Bateram muito em mim. O Cleiton, meu companheiro, saiu correndo, conseguiu escapar e pediu ajuda para o salva-vidas. Se não fosse ele, essa hora a gente estaria morto. Foi um massacre!”
Nesta segunda-feira, 29, Beatriz Leite, delegada-geral adjunta da Polícia Civil de Pernambuco, afirmou que agentes estiveram no local, coletaram imagens e ouviram testemunhas.
A Polícia Militar pernambucana informou que só soube do caso depois que as vítimas procuraram a delegacia. No entanto, o coronel Ricardo Lopes declarou que o policiamento na praia é adequado e que a corporação reforçou a presença de agentes depois do episódio.
Depois de limitar-se a divulgar uma nota simples, a Prefeitura de Ipojuca voltou às redes sociais e prometeu intensificar a fiscalização nas praias. Segundo a administração municipal, o objetivo é coibir práticas irregulares, como a atuação de flanelinhas, a venda casada e a exigência de consumação mínima nas barracas.
Comerciantes divulgam versão própria da agressão
Também nesta segunda-feira, os vendedores envolvidos na agressão divulgaram um vídeo nas redes sociais para justificar o episódio. Na versão apresentada, eles negaram motivação homofóbica e afirmaram que a confusão teria começado com os próprios turistas, que, segundo eles, estariam embriagados e agressivos.
“Quando a gente colocou as cadeiras para o cliente sentar, ele simplesmente pulou da cadeira dele para a cadeira da frente e disse que ninguém ficaria na frente deles”, afirmou uma comerciante.
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Outro vendedor contou que um dos viajantes supostamente reagiu com violência ao ser cobrado. Segundo ele, o turista teria dado um tapa no cardápio e, em seguida, aplicado um “golpe de Jiu-jitsu”.
“Ele disse que não ia pagar nada”, argumentou. “Quando eu cobrei, ele me agrediu, deu primeiro um tapa no cardápio e, depois, um mata-leão em mim. Eu estava apagado no chão.”
Por fim, um dos barraqueiros rebateu o número de agressores mencionado pelos turistas. Segundo ele, não houve participação de 30 envolvidos, mas “em torno de quatro ou cinco” contra dois.
“Foi falado que foram em torno de 30 homens em cima do cara”, disse. “Na hora da confusão, realmente foi uma briga generalizada. Eu não vou defender e seria hipócrita dizer que não foi. Mas não foram 30, não — foram em torno de quatro ou cinco pessoas.”
Apesar da manifestação por parte dos comerciantes, internautas reclamaram. De acordo com turistas, o problema de cobranças indevidas é comum em Porto de Galinhas.






































Não pretendo ir neste lugar nem minha família
Prefiro as praias de Santa Catarina.
Sei não.
Tem que apurar com calma. Morei um ano nessa região qdo estava na Suape e nunca vi nada do que as “meninas”disseram…
Outro homofóbico de baixo nível cultural
por que insistir em ir para estes lugares símbolo do desenvolvimento e receptividade? existem muitos outros lugares para visitar e gastar seu dinheiro.
Há décadas que Porto de Galinhas sempre foi assim, onde exploram o turista e não o turismo. Os barraqueiros se sentem os donos da praia e a Prefeitura e o Estado nada fazem para acabar com essas extorsões. Acho até que devam cobrar uma consumação mínima (jamais cobrar pelo uso simples como forma de aluguel), desde que previamente regulamentada pela prefeitura e com informações claras para quem quiser usufruir, mas também não podem ocupar todos os espaços na beira da praia como é hoje. Quem quer trazer sua barraca, sua mesa e cadeiras, não tem espaço para tal. E é assim não apenas em Porto de Galinhas, mas em muitas outras praias famosas do Nordeste, já que o poder público não fiscaliza, as quadrilhas agem soltas, pois são unidas, como bem mostrou em caso atual.