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Prazo para fim de lixões no Brasil é até esta sexta-feira, mas deve ser prorrogado

A primeira data-limite, segundo a política nacional de resíduos sólidos, era 2014; país tem cerca de 2,7 mil locais irregulares

Brasil encara problema com prazo para fim de lixões
Até esta sexta-feira, 2, cidades de até 50 mil habitantes teriam de abolir lixões | Foto: Reprodução/Pixabay/Heamna Manzur

O prazo para o fim dos lixões em cidades com menos de 50 mil habitantes é até esta sexta-feira, 2, de acordo com determinação da política nacional de resíduos sólidos. No entanto, ele deve ser prorrogado, diante da ineficiência da medida. 

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Atualmente, o Brasil tem cerca de 2,7 mil lixões em funcionamento. No total, um terço dos municípios brasileiros descumpre a lei ambiental, pois o prazo para encerramento dos lixões para cidades com mais de 50 mil habitantes já foi ultrapassado. 

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A primeira data-limite, contida na lei de 2010, era para 2014. Em 2020, o legislador definiu nova disposição, depois da lei não surtir efeito. De acordo com dados do Ministério das Cidades, apenas 2,37% do lixo, no Brasil, tem recuperação e reciclagem adequadas. 

O que dizem os especialistas sobre o caso dos lixões no Brasil

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Em 2022, o Brasil gerou 77 milhões de toneladas de lixo | Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Na opinião do presidente do Instituto Valoriza Resíduos, João Gianesi Netto, a situação da destinação de resíduos sólidos é um dos maiores desafios que o Brasil enfrenta. 

“Infelizmente, preciso ser crítico. De novo, o Brasil prorrogou prazos”, afirmou Netto à TV Record. “A nossa preocupação, nesse momento, é que a quantidade de municípios que têm lixões como destinação, inadequada, de seus resíduos beira a ordem de 2.700 municípios. Esse é um dos maiores desafios que o Brasil enfrenta: dentre 5.570 municípios, 50% ainda dispõem inadequadamente de seus resíduos sólidos.”

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Um levantamento da Associação Brasileira de Resíduo e Meio Ambiente revelou que, em 2022, o Brasil gerou 77 milhões de toneladas de lixo. 

Desse total de resíduos sólidos, mais de 33 milhões — quase metade — teve destinação incorreta: cerca de 28 milhões foram para lixões, enquanto mais de 5 milhões sequer passaram pela coleta de lixo. Cada habitante do país, em média, produziu 380 kg de resíduos sólidos naquele ano.

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