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Porto de Santos terá canal de acesso com aporte privado de R$ 6,45 bilhões

Projeto inclui dragagem para permitir navios maiores e ampliar movimentação de cargas; contrato prevê duração de 25 anos

Porto de Santos: dinheiro da iniciativa para ampliar produtividade | Foto: Ricardo Botelho/Minfra
Porto de Santos: dinheiro da iniciativa para ampliar produtividade | Foto: Ricardo Botelho/Minfra

O governo federal iniciou o processo para conceder à iniciativa privada o canal de acesso ao Porto de Santos, o maior do Brasil. A previsão é que o leilão ocorra ainda em 2025, com investimento estimado em R$ 6,45 bilhões e contrato de 25 anos de duração.

A abertura oficial do processo foi realizada nesta quinta-feira, 3, pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, durante entrega da proposta à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). O órgão é quem conduzirá a consulta pública do projeto. A concessão envolve principalmente a dragagem do canal, considerada essencial para modernizar e assim aumentar a eficiência da operação portuária.

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Porto com calado mais profundo e navios maiores

“Esse empreendimento vai permitir a entrada de navios de maior porte, garantir mais competitividade e integrar outras iniciativas, como o novo terminal de contêineres e o túnel Santos-Guarujá”, afirmou o ministro. Segundo o Ministério, o calado — profundidade máxima de operação dos navios — ganhará uma ampliação de 15 para 17 metros. A mudança representa desse modo ganho logístico importante: cada centímetro adicional permitirá o transporte de até 60 toneladas extras por embarcação, conforme cálculos oficiais.

O canal do Porto de Santos deverá dessa forma seguir o mesmo modelo de concessão adotado para Paranaguá (PR), já aprovado pelo Tribunal de Contas da União. Estão previstas ainda iniciativas semelhantes para os portos de Itajaí (SC), Salvador (BA) e Rio Grande (RS). Em 2024, o Porto de Santos movimentou 138,7 milhões de toneladas, com destaque para cargas de soja, açúcar e milho. A estrutura responde por cerca de 25% de todo o comércio exterior do país.

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