publicidade
Brasil

Polícia Militar de São Paulo tem primeira mulher no comando em 200 anos

Posse da coronel Glauce Cavalli aconteceu na Academia do Barro Branco; um dos focos da comandante é combater a violência contra a mulher

Coronel Glauce Anselmo Cavalli durante a cerimônia de posse como comandante-geral da Polícia Militar de São Paulo, na Academia do Barro Branco, na quarta-feira desta semana | Foto: Pablo Jacob/Governo de SP
Coronel Glauce Anselmo Cavalli durante a cerimônia de posse como comandante-geral da Polícia Militar de São Paulo, na Academia do Barro Branco, na quarta-feira desta semana | Foto: Pablo Jacob/Governo de SP

A Polícia Militar do Estado de São Paulo (PM-SP) passou a ser comandada, pela primeira vez em sua história, por uma mulher. A coronel Glauce Anselmo Cavalli tomou posse no cargo em cerimônia oficial na Academia do Barro Branco, no bairro Tucuruvi, zona norte da capital paulista. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, nomeou a coronel ao comando da PM na última quarta-feira, 29. 

Com 33 anos de carreira, a nova comandante assume o controle da maior polícia militar do país, com cerca de 80 mil agentes. É a primeira vez que a PM-SP tem uma mulher no seu comando, em 200 anos de história. 

Receba nossas atualizações

A nova chefe da PM-SP é doutora em Ciências Policiais e vai substituir o coronel José Augusto Coutinho. Antes de ser nomeada por Tarcísio, a coronel estava no Centro Logístico da Polícia Militar, mas também já chefiou a Diretoria de Finanças e a Comunicação Social da corporação. 

Discurso da nova coronel da Polícia Militar de São Paulo

Em sua fala na cerimônia de posse, a coronel Glauce destacou prioridades como valorização da tropa, modernização da corporação e fortalecimento das ações de proteção à população. A menção especial foi sobre o enfrentamento à vviolência contra a mulher. 

“O enfrentamento à violência doméstica e familiar será prioridade operacional no nosso comando”, enfatizou a coronel. “Vamos consolidar as cabines lilases nos centros de operações, ampliaremos o atendimento por videochamadas e abriremos os nossos quartéis para acolher estas vítimas, com a implantação de espaços lilases para garantir acolhimento humaniza.”

Recentemente, houve o caso do tenente-coronel Geraldo Leite da Rosa Neto, preso e denunciado à Justiça pelo assassinato da sua mulher, Gisele Alves Santana. Conforme as investigações, ela sofreu o tiro na cabeça enquanto estava em sua casa, em fevereiro deste ano. Na ocasião, Neto acionou o socorro e disse que se tratava de um suicídio, versão desmontada pela Polícia. 

Leia mais: “Caso Gisele: STJ define que tenente-coronel irá a júri comum”

Em entrevista coletiva, Tarcísio negou “crise na Polícia Militar” e defendeu investigações. O governador acrescentou que a instituição orgulha o Estado de SP.

A respeito da violência contra a mulher, Tarcísio disse que combater as causas é igualmente importante, além do combate aos efeitos. “Evitar reincidência é importante”, declarou. “Estabelecemos um plano de ações e enfrentamento à violência contra a mulher, uma parceria com o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, com o Tribunal de Contas, Ministério Público, Defensoria Pública.”

Tarcísio acumula três comandos da PM em menos de quatro anos

Tarcísio de Freitas, com três anos e quatro meses de governo, vai para a terceira atualização no comando da corporação. A saída do coronel Cássio Araújo de Freitas ocorreu quando o deputado federal Guilherme Derrite assumiu a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP), em 2023. Na segunda vez, a entrada de José Augusto Coutinho seguiu reorganização do primeiro escalão.

A terceira troca tem como pano de fundo a investigação do Ministério Público contra o coronel Coutinho. A denúncia aponta para suposta omissão em caso que envolve policiais militares com ligações com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital.

+ Leia mais sobre Brasil em Oeste

A SSP afirmou, em nota, que a “mudança no comando da Polícia Militar segue dinâmica de aperfeiçoamentos nas estratégias da segurança do Estado e não tem a ver com a investigação citada”. A corporação acrescentou: “a SSP não comenta investigações em curso conduzidas pela Corregedoria da PM, tendo em vista o sigilo legal que recai sobre os procedimentos de Polícia Judiciária Militar, conforme previsto na legislação penal-militar.”

Leia também:

Leia mais sobre:

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.